O contrato entre Flamengo e Willian Arão continua sendo motivo de assunto nos bastidores do futebol carioca. Após Carlos Eduardo Pereira, presidente do Botafogo, afirmar que o ‘faltou ética’ do Rubro-Negro com o Alvinegro, foi a vez do dirigente da Gávea se pronunciar. Eduardo Bandeira de Mello garantiu que o acerto com o volante estava dentro da lei.

“Não faltou ética, contratamos um jogador que estava livre pela justiça. Não tem nenhuma questão jurídica envolvida, nós apuramos, o jogador estava livre. Entramos em um entendimento que acabou se concretizando. Sempre conversei com o presidente do Botafogo, até estranhei esse tipo de declaração dele. Não vejo motivos do contrato que Arão assinou com o Flamengo não ser válido”, disse Bandeira em entrevista à ‘Super Rádio Tupi’.

Nesta segunda-feira, Carlos Eduardo Pereira afirmou, também em entrevista à ‘Super Rádio Tupi’, que esperava que houvesse ‘transparência entre os clubes’ na negociação e classificou a atitude rubro-negra como ‘uma rasteira’ ao Alvinegro.

“Já deixamos de fazer algumas transações com empresários porque não gostaríamos que fossem feitas com a gente. Evitamos e fugimos dessas complicadas contratações. Se espera que haja transparência entre os clubes. A hora que você dá uma rasteira no co-irmão seu, depois você pode levar uma também. Qualquer coisa que não passe pelo Botafogo carece de ética e repudiamos. Estive sempre à disposição e tive diversos encontros com o presidente Eduardo Bandeira de Mello. Se não me procurou é porque escolheu outro caminho. Em termos de comportamento ético ele deixa a desejar”, declarou.

Willian Arão e o Botafogo travaram uma batalha judicial. O Alvinegro chegou a depositar o dinheiro para a renovação do atleta, que devolveu e conseguiu a liberação do vínculo com o clube na Justiça.

Fonte: O Dia Online e Rádio Tupi