O Botafogo teria sonegado R$ 95 milhões, por isso está fora do Ato Trabalhista. Esta versão foi contestado pelo presidente do Botafogo, Mauricio Assumpção, no programa “Bola da Vez”, da “ESPN Brasil”. O mandatário revelou ainda que a solução, diferentemente do previsto, não virá mais no dia 7 de agosto.

– O Ato Trabalhista não é questão nova. Ano passado terminaria de qualquer forma, precisaria ser renovado. Mas não foi por isso que o Botafogo saiu. Nesse período, em alguns momentos ficou fora, porque havia dificuldades de pagamento. Em outubro do ano passado, surgiu a questão de que o Botafogo não estaria recolhendo tudo o que deveria. Havia uma discussão jurídica. Tem o Botafogo de Futebol e Regatas e a Cia Botafogo. Havia diferentes entendimentos de como recolher, que foram para a esfera jurídica. Como o Ato terminava em dezembro e tínhamos que fazer um novo, e o próprio Tribunal nos deu seis opções, escolhemos uma. O nosso departamento jurídico entendeu que não havia por que ficar discutindo, haveria recesso, era melhor dar entrada no ano que vem assim que o Tribunal abrir. Mas como o Tribunal entendeu que havia uma fraude, não aceitou. Hoje há dois clubes que foram acusados de fraude em algum momento e estão no Ato. Por que pode para Fluminense ou Vasco? Fizemos um novo recurso. Esse novo Ato não fala de percentual de receita, é de um valor fixo que o Botafogo recebe, nem passa pelo clube. Esse órgão especial tem uma votação dia 7 e outra dia 21. Não conseguimos colocar dia 7, talvez dia 21 entre. Os números são contestáveis. Falam que o Botafogo sonegou R$ 95 milhões. Se eu tivesse esse dinheiro, pagava as dívidas, nem precisava fazer Ato – disse o presidente.

Mauricio Assumpção negou que a dívida trabalhista seja o maior entrave do Botafogo.

– A principal questão é a fiscal. Mesmo na Timemania, há débitos fiscais. Hoje, a Procuradoria da Fazenda Nacional tem feito incursões de penhora de 100%. É o que temos discutido, de buscar um acordo. Com 100% penhorado não é possível. Lembro que no ano passado o presidente do Fluminense chegou a chorar porque um time conseguiu e o dele não. Essa é a maior dificuldade do momento. A questão do Tribunal vamos resolver mais cedo ou mais tarde, porque é uma opção que eles próprios nos deram. A questão fiscal ou é pela Lei de Responsabilidade do Esporte ou é negociação direta, o que não estamos conseguindo na Procuradoria do Rio de Janeiro. Estou indo à Brasília, porque não vou só esperar a Lei para essa questão – ressaltou.

Fonte: Redação FogãoNET