Em entrevista ao site Globoesporte.com, o presidente do Botafogo, Carlos Eduardo Pereira, disse que não tem como cumprir as exigências feitas pela Viton 44 para que assine o contrato de patrocínio. A empresa diz que não vai assinar enquanto o clube não ficar livre das penhoras, mas Pereira afirmou que elas não existem mais.

– Não existem novas penhoras. Tanto é que estamos perto de conseguir desbloquear recursos da TV. Em relação a outras penhoras, estamos negociando. Posso garantir que não vamos descontar de uma vez o contrato de patrocínio. Ele será pago mês a mês. Há uma conta disponível para receber a nossa parte, então não existe dificuldade nesse sentido. Não há nada a acertar com a Justiça nesse aspecto – disse, explicando em seguida o imbróglio com a Viton 44:

– O problema judicial ocorreu na gestão do Maurício Assumpção e do Neville Proa. O ex-presidente do Botafogo descontou o patrocínio, recebendo de uma vez o valor anual por meio de um banco, já que o dinheiro estava penhorado. A Viton, ao fazer esse pagamento, depositou o valor em juízo e, como o banco não recebeu de volta o valor que havia adiantado, acionou a Viton na Justiça. Agora, o advogado da empresa de bebidas quer do Botafogo a garantia de que o banco não vai acioná-la novamente. Mas o clube não pode dar uma garantia que cabe a terceiros. Nós não temos como interferir nisso. Por esse motivo o contrato não foi assinado.

Fonte: Globoesporte.com