Punição de 4 anos coloca carreira de Jobson em risco e recurso é complicado

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Aos 27 anos, Jobson vê ameaçado seu futuro como jogador de futebol. Nesta sexta-feira, o atacante foi informado por seus advogados que está suspenso preventivamente pela Fifa por quatro anos por ter se recusado a fazer um exame antidoping quando defendia o Al-Ittihad, da Arábia Saudita, em 2014. O anúncio da decisão caiu como uma bomba dentro e fora do clube e tirou Jobson do primeiro jogo da decisão do Estadual, amanhã, contra o Vasco.

De pronto, os advogados responsáveis pela defesa do jogador garantiram que formularão um efeito suspensivo para liberar Jobson perante o Comitê Disciplinar da Fifa, responsável pela medida. O documento, que deverá ser apresentado na segunda-feira, questionará a forma como o exame antidoping foi feito durante a passagem de Jobson pela Arábia. O processo, porém, não parece simples. Pessoas envolvidas na defesa do jogador explicam que o parecer da Fifa não apresenta os argumentos para dar validade a pena que Jobson recebeu na Arábia Saudita.

— Não entraremos no mérito dos procedimentos que vamos adotar. A ideia é apresentar já na segunda-feira um efeito suspensivo da decisão e assim liberar o Jobson. Mas os procedimentos adotados na Arábia Saudita para a realização do exame são bem questionáveis — garantiu Marcos Motta, um dos advogados de Jobson.

No Botafogo, dirigentes, comissão técnica e jogadores tentam encontrar uma rota para fugir do baque da punição e pensar na decisão do Estadual. Um esquema foi montado para acompanhar os movimentos de Jobson e para fazer com que seus companheiros entendessem a situação. Depois de ser liberado do treino de ontem, a expectativa é que Jobson volte aos trabalhos hoje.

— Óbvio que Jobson não recebeu bem a notícia. Conversei com ele e o tranquilizei. Vamos dar todo o apoio para que ele volte a jogar — garantiu o gerente de futebol Antônio Lopes.

O técnico René Simões não escondeu que a notícia mexeu com o grupo:

— Estou preocupado. Hoje, ele é querido e isso gera preocupação. Vamos trabalhar para que não nos afete. A preocupação com Jobson é diária. Tememos uma recaída sempre. Uma decisão como essa aumenta o temor.



Fonte: Extra Online
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