Mais do que o Corinthians, líder do Brasileirão, mas um dos clubes com maior arrecadação do país, o Botafogo é o caso mais impressionante do Brasil do futebol neste ano. Jair Ventura é um furacão, capaz de fazer seu clube sair da zona da degola há um ano, para ser semifinalista da Copa do Brasil, estar às portas das quartas-de-final da Libertadores e em sétimo lugar no Brasileirão.

Seu pai, o Furacão da Copa, estampava um sorriso enorme na saída do estádio Nílton Santos na noite de quarta-feira. Conversava com todos, parava e se postava para tirar fotos com todos. A felicidade estampada era o orgulho do pai vendo seu filho fazer o time do coração avançar mais do que sua imaginação permitiria imaginar.

O Botafogo postou-se defensivamente, como sempre, sem pressa. Mas em cinco minutos, a jogada planejada do ataque pela esquerda, em cima dos avanços de Marcos Rocha, resultou num escanteio e, dele, o gol de Carli. Passe de Bruno Silva.

Também pela esquerda, também às costas de Marcos Rocha, mas com João Paulo fazendo o cruzamento sob a cobertura de Luan, Roger fez 2 x 0. Restou o terceiro, puxado em contra-ataque, quinta assistência de Bruno Silva no ano, 13o gol de Roger na temporada.

O Botafogo tem a menor folha de pagamento dos doze grandes clubes. Por isto, é o clube de resultados mais expressivos. Sofreu treze derrotas no ano. O Atlético sofreu catorze, apesar do grande investimento.

Junto com o Botafogo, o Flamengo avança.  Mas conseguirá chegar às semifinais em crise.

Em parte, porque Zé Ricardo gosta de viver perigosamente. Escalar Alex Muralha era pedir para ser criticado em caso de derrota. Às vezes, parece faltar a malícia de entender de onde vem a crítica. A classificação é o mais importante. Mas estava claro que a vaga com derrota causaria crise. Ao menos, barulho.

E a torcida do Flamengo faz barulho. Durante o primeiro tempo, quando o Santos marcou o gol de empate, a transmissão de uma rádio do Rio dizia ”inadmissível!”

Menos… Inadmissível  seria ser eliminado. Só que o risco de ser eliminado cria problemas. Não precisa.

O Cruzeiro classificou-se com gol de Diogo Barbosa, erro de posicionamento de Mina e de Edu Dracena. Um dos dois precisava encostar no lateral cruzeirense e usar o corpo para impedir o cabeceio. Na soma dos quatro tempos, é justo dizer que o Cruzeiro mereceu classificar-se. No primeiro tempo do Mineirão, esteve mais perto da vitória. No segundo tempo, o Palmeiras chegou ao 1 x 0 com Keno e o Cruzeiro lutou muito para buscar o empate.

Ah, sim… O Fluminense venceu no Equador.

E o Corinthians chegou ao jogo 31 invicto. A segunda maior série sem derrotas da história.

Fonte: Blog do PVC - UOL