Quatro dias após a derrota para o Cruzeiro, o técnico Vagner Mancini, do Botafogo, ainda não digeriu sua expulsão naquele jogo. O problema agora é a súmula da partida, na qual foi relatado que o treinador chamou o quarto árbitro Emerson de Almeida Ferreira para a briga. A verdade aparecerá em breve, quando Mancini abrir a boca no seu julgamento, no STJD.

– Não é verdade – diz Mancini. – Eu queria falar com o quarto árbitro, mas ele me ignorava e mandou me expulsar. Então, depois da expulsão, eu disse pra ele: “Vamos nos entender lá dentro do vestiário, quando você for pegar as camisas que pediu antes do jogo. Quero ver se você vai ter cara de ir lá”. Não foi uma ameaça – garante.

Segundo Mancini, sete camisas seriam dadas pelo Botafogo à arbitragem.

O episódio de domingo demonstra o quanto é tênue a imparcialidade de alguns árbitros de futebol. Falta no mínimo ética à autoridade que, em qualquer área, pede presentes a quem tem interesses em jogo. Ainda que não configure suborno, toma lá dá cá ou troca de favores, é uma vergonha.

Em tempo: o quarto árbitro não foi ao vestiário ao fim do jogo. E, assim, ficou sem o presentinho, sete camisas oficiais, o equivalente a aproximadamente R$ 1,4 mil.

E gol da Alemanha.

Fonte: Blog da Marluci Martins - Extra Online