Convidado do Expediente Futebol, do Fox Sports, René Simões deu sua versão sobre sua saída do Botafogo.

– Recebi um telefonema do presidente dizendo que estava fazendo mudança no comando técnico da equipe. Eu disse que ele tinha a prerrogativa do cargo. Troquei de roupa, pois já ia começar o treinamento, e me despedi do grupo de jogadores, que é excepcional. Geralmente não me despeço. Foram sete meses sem um problema de indisciplina ou falta, sendo primeiro ou segundo lugar. Os objetivos foram traçados, não repetir a vergonha do ano passado no Estadual, ficar entre os quatro no Carioca, fomos campeões da Taça Guanabara e vice do Carioca, com sete rodadas de líder na Série B. Não me colocaram justificativa, só soube o que o presidente falou publicamente, de que eu estava desrespeitando o plano estratégico do clube, o qual eu desconhecia. Falou de quatro jogadores que eu tinha colocado no grupo de baixo e, agora, foram recolocados no grupo 2. Não dá para trabalhar com 40 jogadores. Disseram que não receberam relatório meu, mas meus assistentes passavam todo dia para o Antônio Lopes. Acho muito estranho ele não ter recebido – afirmou René ao Fox Sports.

O ex-treinador alvinegro ainda revelou uma polêmica com o atual diretor da base, Manoel Renha.

– Teve momentos em que a saída do Marcelo Mattos, conturbada, tinha que ser na hora, mas fui postergando para ganhar jogos e tempo. O jogo do Macaé foi o que deu maior problema porque o diretor da base Manoel Renha se demitiu porque disse que o time de cima não estava aproveitando a base. Ninguém usou mais os garotos do que eu. Mas quando tem uma meta dessa, em um campeonato tão difícil, sua obrigação é a Série B. Não vai vender jogadores se não subir. Quando esse diretor pediu, o presidente ficou meio perdido. Existe uma série de coisas mal ditas e mal informadas – disse.

Fonte: Redação FogãoNET e Fox Sports