Apesar do alívio que a vitória sobre o ABC trouxe ao Botafogo dentro do campo, fora das quatro linhas a diretoria alvinegra busca alternativas para manter o departamento de futebol. Hoje, o clube completa uma semana de salários em atraso, e o pagamento depende de receitas que seguem sem prazo para entrar nos cofres alvinegros.

O recebimento de R$ 1,7 milhão, valor relativo à transferência do atacante Rodrigo Pimpão para o Emirates Club, da Arábia Saudita, serviria para bancar parte da folha de R$ 2,2 milhões. O Botafogo já enviou um pedido para que o crédito seja realizado o quanto antes, e o Emirates prevê o pagamento apenas para o dia 20.

— Não há previsão. Além de depender do depósito da transferência do Pimpão, esperamos a liberação de valores referentes às cotas de TV que estão bloqueados pelo TRT (Tribunal Regional do Trabalho) — explicou o vice de finanças, Bernardo Santoro.

O dinheiro de parte dos valores das contas de transmissão serão usados para arcar com o restante da folha, além de bancar os vencimentos de funcionários do clube. O bloqueio, contudo, acontece mensalmente em função do acordo previsto pelo Ato Trabalhista para pagar ações contra o clube. O presidente Carlos Eduardo Pereira já definiu um prazo para o fim temporário do problema:

— Serão pagos até sexta.

O Botafogo tem vivido uma batalha mensal para pagar as contas. A diretoria adotou política de austeridade em diversos setores do clube, incluindo o futebol. Desde o início da temporada, quando a nova administração tomou a frente do planejamento do futebol, os salários estavam sempre em dia. Outro dinheiro que não entrou na conta foi a primeira parcela da venda de Dória para o Olympique de Marseille. O acordo previa o pagamento de 1 milhão de euros (R$ 3,6 milhões).

Fonte: Extra Online