Quanto prestígio não tem um jogador com 20 anos de carreira como protagonista dos principais clubes da Europa, titular incontestável de sua seleção, líder e exemplo dentro e fora de campo? O suficiente para escolher o clube que quiser para pendurar as chuteiras.

Clarence Seedorf optou pelo Brasil. Aos 36 anos, o surinamês radicado na Holanda decidiu sair da zona de conforto para tentar a sorte no Botafogo, um gigante carente de títulos e ídolos, em um país necessitado de líderes, de norte.

Divulgação/Botafogo

Seedorf, destaque do Brasileirão-2013
Seedorf, destaque do Brasileirão-2013

“É difícil explicar em poucas palavras o significado desse ano aqui no Brasil. Com certeza vai ficar comigo para sempre. Vivi com intensidade todas as minhas experiências. Agradeço não só os alvinegros, mas a todo o Brasil pelo carinho”, disse.

Seedorf sentiu na pele as mazelas do futebol brasileiro: desorganização, gramados sem condições de jogo, salários atrasados, torcedores violentos. Mas não cedeu.

No primeiro ano com o holandês, o Botafogo fracassou no Campeonato Brasileiro. Em 2013, terminou em quarto lugar, posição que valerá o passaporte à próxima Copa Libertadores, desde que a Ponte Preta não conquiste nesta quarta-feira a Copa Sul-Americana, eliminando uma vaga para a Libertadores na Série A.

“A gente fez o nosso papel, e que o melhor ganhe na quarta-feira (na final da Sul-Americana). Pelo regulamento, a gente tem que esperar agora pelo resultado, mas Deus sabe o que faz”, disse. “(Sobre ficar no Botafogo) Meu contrato vai até junho e pode acontecer muitas coisas no mercado. Mas agora gostaria de ficar tranquilo, então, sou jogador do Botafogo”. 

O respeito como pessoa Seedorf conquistou há algum tempo. Agora, pela Bola de Prata, recebe o reconhecimento pelos serviços prestados com a bola nos pés.

Fonte: ESPN.com.br