Reportagem do Globoesporte.com publicada na manhã desta quinta-feira mostra o cenário devastador das finanças do Botafogo. Sem qualquer perspectiva de entrada de recursos, já há o temor de que os jogadores busquem rescisão na Justiça caso os atrasos salariais completem três meses – atualmente são dois.

A atual diretoria vem sofrendo com os diversos adiantamentos na gestão Carlos Eduardo Pereira. Foram R$ 40 milhões junto à Globo, obtido em 2015, em que são descontados cinco parcelas anuais desde 2016 e que se encerra em 2020: três de R$ 6 milhões e outras duas de R$ 11 milhões. E outro do pay-per-view, que faz o clube renunciar o recebimento de R$ 3,3 milhões mensais.

Maior devedor do futebol brasileiro segundo o “Sports Value”, com R$ 730 milhões, o Botafogo também vem sofrendo com a falta das Certidões Negativas de Débito (CNDs), o que o impede de receber uma verba que ainda resta do patrocínio com a Caixa Econômica Federal, que deixou o clube no mês de fevereiro.

Como se não bastasse isso tudo, até na venda de produtos oficiais o Botafogo está deixando de arrecadar. A Kappa, nova fornecedora, só entrará em setembro, quando as peças serão lançadas. Assim, o estoque da Topper, que ainda estampa as camisas alvinegras, está praticamente esgotado nas lojas.

SALVAÇÃO: VENDA DE JOGADORES

No orçamento de 2019, o Botafogo projetou receber R$ 40 milhões com a venda de jogadores. Já conseguiu R$ 33,5 milhões, com as negociações de Matheus Fernandes (Palmeiras, R$ 15 milhões), Igor Rabello (Atlético-MG, R$ 13 milhões), Leandro Carvalho (Ceará, R$ 3 milhões) e Glauber (Al-Nasr-EAU, R$ 2,5 milhões). Gatito, Alex Santana e Ezequiel, emprestado ao Sport, são os que estão mais valorizados.

Fonte: Globoesporte.com