Promessa é dívida. Se em seu primeiro discurso oficial como presidente do Botafogo, na cerimônia de posse, Carlos Eduardo Pereira prometeu não medir esforços para punir o ex-presidente Maurício Assumpção, chegou a hora da verdade. Em uma reunião extraordinária do Conselho Deliberativo do Botafogo, na última terça-feira, o Conselho Diretor entregou formalmente um pedido de expulsão de Assumpção do quadro social do clube.

“As causas dessa crise não serão esquecidas. Não deixaremos impunes os responsáveis por essa situação estarrecedora que vive o Botafogo. Simplesmente inaceitável e tenho certeza que nos momentos que compartilharmos todas essas informações, todos ficarão tão estarrecidos quanto nós”, declarou Carlos Eduardo Pereira, à época.

No documento, há acusações de improbidade administrativa, apropriação indébita, nepotismo, favorecimento a amigos e empréstimos sem destino especificado, entre outras. A medida, entretanto, não é uma novidade. Em 2010, o próprio Maurício Assumpção utilizou do expediente para excluir Bebeto de Freitas, antigo mandatário do clube. Bebeto chegou a ter cassado seu título de sócio emérito mas acabou absolvido em votação no conselho.

A diferença é que, por estatuto, Bebeto teria direito a se defender no Conselho Deliberativo por ser sócio emérito. Assumpção, sócio proprietário, não terá este procedimento, portanto, terá de se defender somente na Junta de Julgamento e Recursos, que decidirá seu futuro.

Segundo apuração do ESPN.com.br, é vontade de boa parte da diretoria levar as acusações e provas contra Maurício Assumpção para a Justiça comum. O clube procura uma auditoria externa para fazê-lo, mas esbarra nas próprias limitações financeiras. Carlos Eduardo Pereira, inclusive, é o grande defensor de que o ex-dirigente sofra sanções criminais pela situação do clube. Procurado pela reportagem, Assumpção não atendeu nem retornou o contato.

Fonte: ESPN.com.br