STJD denuncia Gatito por chute no VAR, e goleiro do Botafogo pode pegar até 180 dias de suspensão

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Por FogãoNET

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Gatito chuta a cabine do VAR em Botafogo x Internacional pelo Campeonato Brasileiro
Reprodução/SporTV

A Procuradoria da Justiça Desportiva liberou na noite desta quarta, dia 2 de setembro, a denúncia contra o goleiro Gatito Fernandez que chutou a estrutura que integra o VAR (árbitro de vídeo), após a partida contra o Internacional.  Denunciado por danificar o material, Gatito corre risco de suspensão que pode variar entre 30 e 180 dias, podendo ser cumulada com multa entre R$ 100 e R$ 100 mil, além de indenização dos custos pelo dano causado. O julgamento do processo ainda será agendado.

Pela sexta rodada da Série A do Campeonato Brasileiro, o Botafogo recebeu o Internacional. Na partida o clube carioca teve dois gols anulados pelo árbitro de vídeo e, após o apito final, enquanto deixava o campo de jogo em direção ao vestiário, o goleiro Gatito Fernandez chutou e derrubou a cabine do VAR.

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Além do fato ter sido narrado na súmula da partida, o relatório do jogo enviado ao STJD do Futebol relata que o equipamento foi danificado, além de apresentar fotos e informar o custo aproximado para importação de uma nova aparelhagem.

O equipamento foi danificado, tendo sua proteção externa e tela arranhados, além da conexão de entrada do sinal do VAR output quebrado, e após vários testes, o mesmo está apresentando mau contato, sendo necessária a substituição por um novo que será importado diretamente de nossa sede na Inglaterra. Lamentavelmente teremos que repassar este gasto para a CBF por tratar-se de ato intencional e o custo aproximado é de USD 9.500 já com todos os gastos de importação”, informou o relatório do jogo.

Pelos fatos narrados a Procuradoria denunciou o goleiro do Botafogo por infração ao artigo 219 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD).

Veja o momento em que Gatito Fernández chuta o equipamento do VAR no canal do FogãoNET no YouTube:

Art. 219. Danificar praça de desportos, sede ou dependência de entidade de prática desportiva. PENA: suspensão de 30 a 180 dias, podendo ser cumulada com multa de R$ 100 a R$ 100 mil, além de indenização pelos danos causados, a ser fixada pelo órgão judicante competente. 

A Procuradoria acrescenta ainda que, “subsidiariamente, no entanto, caso não se entenda pela aplicação do referido dispositivo, a grave conduta do denunciado é um nítido exemplo de ação que ultrapassa o limite da razoabilidade tolerável e que, independente das razões que o tenham motivado a adotar tal postura, em nada condiz com a disciplina e, muito menos, com a ética desportiva, razão pela qual, no mínimo, resta evidenciada a prática tipificada no art. 258 do CBJD”, justificou.

Com a liberação, a denúncia foi encaminhada para a secretária dar seguimento para inclusão em pauta e agendamento do julgamento.

Fonte: Site do STJD

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