O atacante Rodrigo Aguirre, de 23 anos, revelação do futebol uruguaio e com passagens pelas seleções de base do país, foi contratado com grande expectativa pela diretoria do Botafogo. Revelado pelo Liverpool Montevidéu, passou por Empoli, Udinese e Perugia, da Itália, FC Lugano, da Suíça, e estava no Nacional, do Uruguai, antes de chegar ao time da Estrela Solitária.

De 2012, quando estreou no futebol profissional, até 2017, o jogador disputou 144 partidas e anotou 37 gols. No ano passado, com a camisa do Nacional, Aguirre fez sua melhor temporada, entrando em campo 33 vezes e balançando as redes em 14 oportunidades.

Porém, com a camisa do Botafogo, o atleta ainda não conseguiu cair nas graças da torcida. Em dez apresentações com a camisa alvinegra, não marcou nenhum gol, além de ter sido expulso duas vezes.

Para saber mais sobre o atacante, o Portal “Eu, Rio!” conversou com o ex-jogador e agora técnico, Eduardo Favaro, de 55 anos, atualmente treinando o El Nacional, do Equador, que foi quem promoveu o jogador aos profissionais do Liverpool Montevidéu.

Apesar de Aguirre não ter tido um início Botafogo, Favaro usou o histórico do jogador para tranquilizar a torcida alvinegra.

“Não vejo motivo para preocupação. Nos tempos em que esteve no Uruguai, tanto no Liverpool, como no Nacional, ele teve ótimo rendimento.”

O treinador uruguaio destacou as qualidades do atacante e pontuou que o mesmo precisa de tempo para se adaptar ao futebol brasileiro.

“Rodrigo é muito habilidoso, tem faro de gol, um ótimo chute e é muito bom no jogo aéreo. Ele tem tudo para dar certo no Botafogo. Ele é um menino muito jovem e com ótimas condições. Obviamente precisa de tempo e confiança para se adaptar ao futebol brasileiro.”

Confira abaixo a íntegra da entrevista

– Você foi técnico que deu a primeira oportunidade a Rodrigo Aguirre como jogador profissional. Lembra como foi o início de carreira dele no Liverpool de Montevidéu?

R: O Liverpool é um clube com um ótimo trabalho em formação de base. A prioridade é definir o estilo de jogo nos primeiros anos. Alguns atletas acabam se destacando, e o Rodrigo foi uma das grandes promessas, com grande participação nas seleções juvenis do Uruguai.

– Qual foi a sua contribuição na formação dele como atleta?

R: Voltei a trabalhar no Liverpool em 2014. No meu retorno, encontrei o Rodrigo se recuperando de uma suposta doença cardíaca, que se pensava ser impossível voltar a jogar. Então, tivemos que fazer um treinamento muito especializado e planejado para fazê-lo voltar a ter a melhor forma física e técnica para poder jogar futebol. Ele ficou quase seis meses sem treinar.

– Na época, você utilizava o Rodrigo Aguirre em qual função: atacante de área, centralizado ou lado de campo?

R: Conosco, ele teve um ótimo desempenho, marcando gols importantes, jogando como centroavante ou atuando pelos lados do campo.

 – Qual é a solução para poder explorar melhor as características deles?

R: Ele precisa de tempo e confiança. O Rodrigo é um menino que teve uma infância muito difícil, mas com muito amor de sua mãe, superou a pobreza. Logo com o primeiro salário, ajudou seus irmãos mais novos. Ele está acostumado a superar as adversidades da vida e do futebol.

Fonte: Eu, Rio!