Do mar agitado no qual naufraga o Botafogo poderá emergir nos próximos dias um nome de peso: Carlos Alberto Torres, o capitão do tri, está analisando a possibilidade de lançar sua candidatura à presidência do clube nas eleições de novembro. Aliás, ele já admite até aceitar a proposta feita por um grupo político alvinegro, mas com uma condição:

– Não quero ser candidato contra ninguém. Aceitaria, sim, desde que houvesse consenso. Se fizerem uma união em torno do meu nome, eu vou. Se estou dentro, não deixo o clube desabar – avisou o Capita à coluna.

Mesmo sem entrar de cabeça na briga, Carlos Alberto já faz planos para o futuro, caso consiga ser candidato único. Parcerias com a Adidas e o Bayern de Munique estão na sua plataforma de campanha, sob o apadrinhamento do ex-jogador Franz Beckenbauer, presidente de honra do clube alemão e seu amigo particular.

– Há um tempão, o Botafogo está atrás da Adidas. E o Franz, meu amigo, meu irmão, manda lá. Assim como manda também no Bayern. Já pensou numa parceria do Botafogo com o Bayern de Munique? Garanto que o Beckenbauer jamais dirá “não” para mim.

O vínculo com a atual diretoria do Botafogo está rompido. Nomeado “embaixador do Engenhão” em 2011, Carlos Alberto Torres foi esvaziado após a inesperada interdição do estádio, em março do ano passado.

– Pararam de me pagar. Fiz um acordo para receber quatro meses, e o presidente nunca mais me ligou. Deve estar vendo, agora, o resultado… Até o ônibus do time foi conseguido por mim.Fui lá na Mercedes e pedi. Fico triste com o descaso. Não quero mais saber deles, pela falta de consideração comigo. O Engenhão fechou, mas o time não parou de jogar. Estão achando que eu sou o quê? Não dependo do Botafogo para nada – disparou, magoado, com um olho no passado e outro no futuro.

Fonte: Blog Extracampo - Marluci Martins - Extra Online