Alberto Valentim iniciou nesta quinta-feira, às 19h30, contra o Nova Iguaçu, sua vida em grandes clubes como treinador efetivado. Já dirigiu o time profissional do Palmeiras em duas oportunidades, mas sempre na condição de interino. Em entrevista a Thiago Oliveira, do “Tá na Área”, afirmou estar realizando um sonho no Botafogo e, embora tenha poucos dias como alvinegro, já absorve algo que trata como natural: a pressão.

– Estou realizando um sonho, mas tinha deixado muito claro ao Palmeiras que, caso não continuasse lá, buscaria ter oportunidades em outra uma equipe. O Botafogo é uma grande equipe, de tantas glórias e tradição. Por isso acontece pressão.

– A pressão vem pelo tamanho do clube, e é importante encontrar pessoas dispostas a mudar a realidade do clube em relação aos resultados. É bom ver todo o staff técnico e jogadores querendo fazer tudo que pedimos. Isso vai fazer com que mudemos essa chavinha e venham os resultados e títulos também.

Na apresentação como sucessor de Felipe Conceição, no último dia 14, o presidente Nelson Mufarrej deixou claro que Valentim foi procurado somente após o clube constatar que não tinha condições de contratar Cuca. Problema ou constrangimento para o novo comandante? Ele garantiu que não.

– De maneira alguma, ainda mais sabendo que fiquei em segundo em relação a um cara que tem história no clube, um cara que conheço de perto e com quem tive uma relação profissional espetacular. Também tive uma relação mais estreita com ele, ficamos próximos. Não é demérito nenhum.

E a relação com Palmeiras: teria ficado arranhada após não ser efetivado, mesmo com boa campanha no Brasileirão 2018? Uma volta futura passa pela cabeça de Alberto? Com a palavra, o próprio.

– Sem problema nenhum. Saí do Palmeiras deixando amigos. Se Deus quiser, um dia, lá na frente, eu volto. Depois de eu conquistar meus objetivos aqui, gritar é campeão aqui, aí eu quero voltar.

Confira outros tópicos da entrevista:

Primeiro sonho no Botafogo
Meu primeiro sonho é ser campeão no Botafogo. Consequentemente fazer uma grande carreira, me preparei muito.

Estilo nos treinos
O que falo para os jogadores é que o treinamento é muito importante. Procuro qualificar ao máximo os nossos treinamentos, aproximá-los da realidade do jogo, até para que você consiga levar para os jogos o que faz nos treinos.

Preferências táticas
Digo que no trabalho você tem que obedecer as duas fases do jogo. Se você não tem a posse, você tem que qualificar ao máximo sua fase defensiva. Depois que você tem a posse, vamos atacar. O Botafogo é grande, vai lutar pelo título estadual. A gente precisa ser ofensivo e sem exageros, mas vamos obedecer bem as fases do jogo. Estamos chegando agora, demora um pouco, mas o torcedor pode ter certeza que vamos ter o time mais organizado possível para defender e atacar.

Desejo de unir escolas brasileira e italiana de futebol
Na época de auxiliar, eu brincava muito, usava um termo com os treinadores: “Estou sugando vocês ao máximo. Fui à Europa por três anos para aprender, discutir… Preciso unir essas duas escolas. Tive a oportunidade de jogar e estudar lá fora. Meu sonho é conquistar um título, ajudar as pessoas que estão aqui e dar alegria para a torcida.

Saída do Palmeiras
Não fiquei chateado, lógico que esperava. Tinha sempre a esperança de ser efetivado. Mas respeitei. Não foi só dessa vez. Dois anos atrás, quando soube que o Eduardo (Baptista) chegaria, eu optei por sair do clube e depois voltei para ser auxiliar do Cuca. São escolhas. Da mesma forma que escolheram o Eduardo Baptista, eu escolhi ir para o Red Bull e depois voltei.

Fonte: SporTV.com