Um ano depois de chegar ao Olímpico como reveação uruguaia, Maxi Rodríguez, 23 anos, não confirmou seu potencial e deve sair para jogar. O técnico Vagner Mancini pediu sua contratação ao Botafogo.

Após submeter o meia a um processo de condicionamento na pré-temporada, Enderson Moreira deu a oportunidade para que começasse o ano como titular. Após grande atuação na estreia, no 4 a 0 sobre o Aimoré, seu desempenho caiu.

No ano passado, Renato Portaluppi justificava a condição de reserva de Maxi pela falta de condições físicas. Lembrava que no seu ex-clube, Montevideo Wanderers, nem academia de musculação havia. Mas nas entradas em meio aos jogos, Maxi sempre mudava o panorama do time. Foram quatro gols e três assistências nas 18 partidas em que foi utilizado.

Pouco depois de desembarcar no Grêmio, o preparador Fábio Mahseredjian garantiu que o uruguaio estaria pronto para as exigências de um jogo inteiro. Por ironia, com o fôlego em dia e mais apurado na formação muscular, Maxi teve números piores: em 17 jogos, tem um gol e duas assistências.

O diretor-executivo Rui Costa nega qualquer oferta. Caso a negociação se confirme, o meia será o primeiro nome a sair após a queda na Libertadores. O Grêmio sonda o mercado para trazer reforços antes da parada do recesso para a Copa do Mundo. Como o próprio presidente Fábio Koff disse depois da queda para o San Lorenzo, o Grêmio buscará um lateral-direito e um atacante de velocidade.

— Se forem negociações viáveis financeira e tecnicamente, poderemos trazer — ressalvou o diretor-executivo Rui Costa ontem.

Fonte: Diário Gaúcho - Clic RBS