A notificação que o Botafogo recebeu sobre o comprometimento da verba de patrocínio para pagamento de um empréstimo feito na gestão Mauricio Assumpção refere-se ao polêmico de R$ 3 milhões realizado no dia 1º de setembro, quando previa-se inclusive pagamento de comissão a uma pessoa ligada à antiga diretoria. As informações são do Globoesporte.com, que reproduz um trecho do contrato:

Como forma de garantia à satisfação regular e integral das obrigações previstas no presente instrumento, o BOTAFOGO DE FUTEBOL E REGATAS oferece como garantia, obrigatoriamente nesta ordem, o crédito futuro a ser auferido pelo BFR com a cessão dos espaços publicitários em seus uniformes de jogo e treino para a temporada 2015, de tal forma que em sendo concretizado qualquer contrato pelo BFR para a obtenção de patrocínio “master”, deverá o crédito efetivo servir como garantia das obrigações ora assumidas pelo BFR (…)

O Botafogo promete contestar na Justiça o termo do contrato, exigindo documentos e comprovações de origem e destino do dinheiro. Além da verba de patrocínio, estimada em R$ 9,5 milhões, o contrato estipula também como garantia o dinheiro da transação do zagueiro Dória para o Olympique de Marseille, no valot de R$ 9 milhões.

– Existia na antiga presidência falta de utilização dos canais do clube para aprovar operações de crédito. Muitas coisas eram feitas por vontade de uma única pessoa, sem ouvir os departamentos jurídico e financeiro ou os conselhos deliberativo ou fiscal. Vamos analisar até que ponto essas decisões individuais eram válidas – afirmou o presidente do Botafogo, Carlos Eduardo Pereira, ao Globoesporte.com.

Fonte: Globoesporte.com