Quatro jogos. Cinco gols marcados e apenas um sofrido. A evolução recente do Botafogo fez a equipe deixar a ameaçadora proximidade da zona de rebaixamento para viver o sonho – ainda um sonho – de disputar a Copa Libertadores da América. Ainda falta muito para se tornar realidade. Sucesso do próprio Alvinegro e resultados de outras equipes. Mas o momento do Glorioso empolga o torcedor, e é explicado pelo próprio Zé Ricardo por uma “conjunção de fatores”.

É impossível não relacionar o desempenho recente com a retomada da confiança da equipe. E essa confiança é personificada no retorno de Gatito Fernández, exatamente contra o Corinthians, primeira vítima da sequência positiva do Glorioso. Após seis meses ausente por dramática recuperação de fratura, o fim daquele jogo teve o paraguaio como herói.

A difícil relação entre torcida e diretoria, em 2018, teve trégua. Os preços dos ingressos para os três mais recentes jogos em casa foram reduzidos, a arquibancada recebeu bons públicos e empurrou os jogadores. O Estádio Nilton Santos foi palco de 75% dos últimos 12 pontos conquistados pelo Botafogo. Não menos importante, os dirigentes também regularizaram pagamentos de jogadores e funcionários.

E, finalmente, as ideias táticas de Zé Ricardo se combinaram com o bom momento técnico dos jogadores. Menos contra o Internacional, mais contra a Chapecoense foi possível ver um time seguro na marcação e com transição cadenciada. Assim, com três meses de trabalho, o treinador faz o time jogar do modo que Flamengo e Vasco já haviam percebido.

– Atribuo ao rendimento individual dos atletas. Com eles crescendo, a coletividade tende a crescer também. Vínhamos fazendo partidas sem bom resultados, mas organizados. Quando estamos organizados e bem individualmente as vitórias vêm e a confiança aumenta. Buscamos a vitória nos quatro jogos. Atribuo a diversos fatores, só que aos atletas, principalmente – entende o treinador.

E as três últimas vitórias têm uma infeliz coincidência. O volante Jean pôde jogar contra o Corinthians, mas sentiu a mesma lesão na coxa esquerda que já havia lhe tirado de ação pouco antes e, desde então, vem desfalcando o meio-campo botafoguense. Aquele momento, de acordo com o próprio Zé Ricardo, também foi crucial.

– Quando perdemos o Jean, o nosso jogador com maior poder de marcação, falei que todos teriam que dar mais. Você vê o Lindoso, o Matheus, o Luiz Fernando, o Valencia. A doação… a dupla de zaga quase impecável, o Marcinho, o Moisés entrou bem, preparado quando perdemos o Gilson. O mérito é coletivo, sem dúvida nenhuma – entende o treinador.

Fonte: Terra