Advogado garante existência de ‘fatos concretos’ para a absolvição de Jobson

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No que depender de Marcos Motta, advogado do atacante Jobson, a torcida do Botafogo pode ficar tranquila quanto à suspensão de quatro anos que a Fifa definiu para o atleta nesta sexta-feira.

“Cada caso de doping é diferente do outro. Existem as circunstâncias da substância flagrada, do procedimento do exame… São critérios muito severos, para que os resultados sejam validados pelas entidades antidoping, como a Wada (sigla para World Anti-Doping Agency, em inglês) e a própria Fifa. O caso do Jobson é atípico pelo procedimento que foi adotado. Até hoje não temos cópia do procedimento na Arábia Saudita, nunca soubemos se a punição valia internacionalmente… É um caso que nos causou bastante estranheza, e temos fatos bastante concretos para a absolvição do atleta. A Fifa não julga mérito, apenas entendeu que a decisão na Arábia Saudita tem validade no Brasil”, explicou o advogado, em entrevista ao programa Seleção Sportv.

No início da tarde desta sexta-feira, a Fifa notificou o Botafogo sobre a suspensão do atleta por quatro anos. A punição ocorreu pela recusa de Jobson em realizar um teste antidoping no dia 25 de março de 2014, quando defendia o Al-Ittihad, da Arábia Saudita. O jogador já havia sido punido com um gancho de quatro anos no mês seguinte, pelo Comitê Antidoping do país. Ainda assim, a suspensão só barrava a sua participação nos gramados do território árabe, permitindo o retorno de Jobson ao Botafogo. Um ano depois, a Fifa acatou o pedido da entidade saudita e tornou a punição válida em âmbito internacional.

“O pedido do teste antidoping foi feito pelo próprio Al-Ittihad, e o engraçado é que o Jobson já estava brigando com o clube pelos salários atrasados, já tínhamos uma ação preparada na Fifa. As notificações já haviam sido feitas. Aí houve essa tentativa de exame antidoping, que nós não sabemos direito como aconteceu, como esse pedido foi feito. Não havia nenhum tipo de tradução, nenhum documento oficial. Enfim, não recebemos nada disso que está sendo discutido na Fifa e que ainda será discutido nos órgãos recursais”, concluiu Marcos Motta.



Fonte: ESPN.com.br
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