A derrota para o Vasco, no último sábado, complicou a vida do Botafogo, e o jogo desta quarta-feira é a chance de o time não perder de vista o G-4. O maior objetivo do alvinegro é a classificação para a Libertadores, mas o desejo real é que o time passe direto para a fase de grupos – uma pré-Libertadores, como ocorreu este ano, impõe diversos desafios. Depois de perder para o cruz-maltino, o Botafogo ficou em sexto lugar no Brasileirão, a quatro pontos do Palmeiras, último que se classificaria diretamente para a fase de grupos. Com um agravante: no primeiro critério de desempate, o Alviverde leva vantagem – tem duas vitórias a mais.

Contra o Avaí, o Botafogo joga para não se afastar demais do G-4. É o último jogo antes de uma difícil sequência – em seguida, o time pega Corithians, Atlético-MG e depois joga um clássico contra o Fluminense. A partida desta quarta-feira é a última em que é franco favorito até o dia 8 de novembro, na 33ª rodada, quando pega o Sport, que briga contra o rebaixamento. Por isso, a vitória é tão importante.

Um agravante é que, na quinta-feira, o Palmeiras enfrenta a Ponte Preta em casa e tem boas chances de conseguir uma vitória. Se o Botafogo tropeçar – mesmo que empate – e o Palmeiras vencer, o alvinegro fica a no mínimo cinco pontos dos rivais diretos na briga por G-4.

A importância da classificação direta para a fase de grupos é alta. Com pré-Libertadores, a pré-temporada é encurtada e é impossível fazer um planejamento forte em cima da competição, pois a participação do clube pode durar apenas dois jogos. O impacto financeiro positivo que a competição traz pode acabar tornando-se uma decepção – ainda mais porque 2018, financeiramente, será um ano difícil para o Botafogo.

Para evitar o desespero: após essa sequência difícil, o Botafogo pega rivais, em tese, mais fáceis. Entre as rodadas 33 e 36, os adversários são: Sport, Atlético-PR, o lanterna Atlético-GO e o São Paulo, que atualmente também briga contra o Z-4. Será a hora para arrancar. No entanto, é prudente não deixar a desvantagem em relação ao G-4 ficar grande demais.

Fonte: O Globo Online