Ao tirar Felipe Conceição do comando da equipe principal, a diretoria do Botafogo decidiu que é hora de contratar um técnico mais experiente. Nomes como Marcelo Oliveira e Jorginho estão bem cotados para assumir o cargo. Mas a queda do antigo treinador do sub-17 recém-promovido ao profissional vai muito além de uma simples substituição. Representa um passo atrás num movimento cujo o próprio clube virou referência: o de dar espaço a jovens apostas.

O Botafogo entende que, após a experiência com Conceição, não há lugar para uma nova tentativa. Ao menos não agora. Quer um treinador cujo currículo, por si só, já o faça ter o respeito dos jogadores. A própria torcida já elegeu seu favorito: Cuca, gritado das arquibancadas do Raulino de Oliveira, durante a semifinal da Taça Guanabara, contra o Flamengo. Mas o treinador, que comandou o Alvinegro entre 2006 e 2008, não tem interesse em assumir um trabalho agora.

Certo é que Eduardo Barroca, técnico do sub-20 e cotado para o posto no fim de 2017, precisará esperar mais um puco para ter uma chance. O Botafogo vem de duas experiências seguidas com treinadores vindos das categorias de base: o próprio Conceição e Jair Ventura, que se tornou um expoente da nova geração, ao lado de Zé Ricardo (promovido pelo Flamengo e hoje no Vasco) e Fábio Carille (Corinthians).

O desempenho do Botafogo sob o comando de Conceição explica a rejeição a uma nova aposta neste momento. Ele deixou o cargo com 42,8% de aproveitamento. É o pior desempenho de um técnico do clube nos últimos três anos. Seu futuro, por sinal, será decidido numa reunião com a diretoria. Existe a possibilidade de ele assumir outro cargo, como o de auxiliar.

A diretoria não tem pressa para fechar com o novo treinador. A ideia é anunciar até o fim desta semana. Eliminado precocemente da Copa do Brasil e fora da final da Taça Guanabara, o Botafogo só volta a campo daqui a dez dias, contra o Nova Iguaçu, pela estreia na Taça Rio.

Fonte: Extra Online