Contrário ao retorno das atividades durante a pandemia do novo coronavírus, o Botafogo manterá atletas e comissão em casa após o período de férias. Para tanto, o clube enviará aos profissionais uma nova cartilha de exercícios na próxima segunda, 4. Os atletas da base também receberão as orientações na mesma data.

Máscaras do FogãoNET para torcedores do FogãoNET durante a quarentena da pandemia do novo coronavírus (COVID-19)

Em reunião por videoconferência nesta quinta, 30, membros da comissão técnica do Botafogo decidiram pela manutenção das atividades em casa durante a quarentena. A decisão tem respaldo da diretoria.

Em entrevista ao Fox Sports Rádio, Carlos Augusto Montenegro, membro do comitê executivo do Botafogo criticou, por exemplo, a postura do Flamengo, favorável ao retorno das atividades durante a pandemia do novo coronavírus.

— Por mais que você proteja os profissionais com máscara, por exemplo, eles vão ter contato com outras pessoas. Nosso técnico tem 62 anos. Por que que ele tem que ir dar um treino? Quando as universidades voltarem, o futebol pode voltar. Um protocolo legal seria todo mundo começar junto. Agora se vai ser 20, 30, 40 dias, a gente vai ver depois. Hoje a preocupação é com a saúde. O Flamengo, que está numa grande fase, devia ser o primeiro a se preocupar com isso. Com a vida humana. O time não tem que ser grande só dentro de campo, tem que ser fora de campo também. Hoje, a grandeza é estar preocupado com a saúde dos profissionais e não com a volta do futebol.

Críticas de Autuori

Já o técnico Paulo Autuori diz que é momento de pensar nas pessoas e considera falta de respeito cogitar o retorno do futebol em meio à doença.

— O momento é de pensar nas vidas. Qualquer projeção pós-pandemia passa por aí: tentar entender como vamos conseguir, de uma forma global, ultrapassar esse momento tão difícil. É um grande desafio – disse em entrevista ao “7Braga TV”.

— Me parece uma sandice discutir volta ao futebol, dirigentes e pessoas responsáveis pela gestão do país mostrando total falta de respeito com a quantidade de mortos. É muito duro para nós, que sabemos que é a rotina, perceber que eles não têm a menor noção e não dão a mínima para os profissionais. Não existe qualquer engrenagem que funcione sem as pequenas peças. As pessoas não estão sendo respeitadas por esses pseudo-dirigentes. Eu espero que os diferentes segmentos profissionais entendam. Nós temos algo a falar – bradou.

Fonte: Fogo na Rede