No dia anterior ao do terceiro gol de Brenner nesta temporada, você pôde ler neste mesmo LANCE! que o centroavante do Botafogo tinha pouco repertório, mas grande aproveitamento. De certo modo, a tendência continua, mas houve um período de quase dois meses em que ele foi bastante contestado, antes do momento atual. O gol contra o Grêmio pode simbolizar a evolução do jogador.

Nos últimos dez jogos, cinco gols. A média de um a cada dois jogos é mais que aceitável para alguém da posição. O experiente Kieza segue no banco de reservas e a última bola na rede colocada pelo titular fugiu ao roteiro das outras ocasiões (de cabeça ou de pênalti). Desta vez, ele passou por um rival antes de chutar. A importância do atual titular para o Glorioso se evidencia.

– O fator “sair da área” eu sempre tive. Mas, da maneira como o time é montado, às vezes eu não consigo sair tanto. Agora, com o Valentim, eu consigo me movimentar. Às vezes, com outro centroavante, eu venho armar. Mas sempre temos que trabalhar para evoluir – respondeu, antes de concluir.

– Esse ano eu vinha aprimorando finalizações também como cabeceio. É mérito do trabalho no dia a dia. No momento em que eu estava no banco, eu pude trabalhar mais física e tecnicamente. Junto com a equipe, que me ajuda muito – ressalta o artilheiro do time.

Kieza havia sido desejado e contratado junto ao Vitória. Parecia ser questão de tempo conquistar a titularidade, e até o fez. Mas para retomar o posto não será tão simples. A competitividade entre os dois é alta nos treinamentos.

– Tem disso. Com o Roger a gente trabalhava muito. O Kieza veio para somar. É sempre bom ter uma concorrência dentro do grupo para somar e ajudar – analisa Brenner, que tentará, contra o Cruzeiro, neste domingo, manter a boa fase com a camisa 9 do Botafogo.

Fonte: Terra