Escalado para apitar a partida entre San Lorenzo e Botafogo, nesta quarta-feira, em Buenos Aires, às 22h, o árbitro venezuelano Juan Soto coleciona polêmicas que envolvem times brasileiros em competições continentais. Soto esteve no Morumbi em 2012, quando o São Paulo recebeu a Universidad Católica no pela Copa Sul-Americana. O goleiro Rogério Ceni, que levou um cartão amarelo por reclamação durante o jogo, ficou na bronca com o juiz.

– A arbitragem foi muito ruim no primeiro tempo. Ele fala que falta é do jogo, mas tem de coibir a violência – disse Ceni na época, descontente com a violência do time chileno.

No ano passado, depois da derrota do Palmeiras para o Libertad, por 2 a 0, pela Copa Libertadores, foi a vez de Henrique fazer duras críticas a Juan Soto. Durante o jogo, o volante saiu de campo para ser atendido após uma cotovelada e foi impedido de voltar antes da cobrança de falta que originou um gol do Libertad.

– Não tem reclamação, ele apitou certo (ironia). O cara deu três cotoveladas no jogo, uma me acertou e me tirou da partida. Ele foi lá e fez o gol. É uma palhaçada. O quarto árbitro é outro bandido – reclamou o jogador.

Quem também não simpatiza com o árbitro Juan Soto é a Federação Boliviana de Futebol. Em partida contra o Equador pelas Eliminatórias para a Copa do Mundo no Brasil, em 2012, Soto marcou um pênalti para os equatorianos, que resultaria no único gol do jogo. A marcação do pênalti foi duramente questionada pelos bolivianos.

– Lamentável a decisão equivocada tomada pelo árbitro, que foi decisiva para o resultado final do jogo – disse o espanhol Xabier Azkargorta, técnico da Bolívia na época.

Após o ocorrido, a FBF solicitou à Conmebol a suspensão de Juan Soto do quadro de árbitros da entidade. “Vamos questionar a capacidade de árbitro de Juan Soto”, disse José Zambrano, secretário geral da federação boliviana. A entidade já havia pedido a cabeça de Soto em 2010, quando o juiz deixou de expulsar um jogador do Deportes Tolima (COL) que quebrou a perna direita do paraguaio Francisco Arguello, do Oriente Perolero, da Bolívia.

Fonte: O Globo Online