Ser escolhido como o árbitro da final é uma prova de confiança. Juízes de pouca experiência e com muitos erros na bagagem não recebem essa missão. Mas no Estadual deste ano, ela caberá a dois personagens que, além de rodagem, colecionam polêmica. A primeira decisão entre Vasco e Botafogo, domingo, será apitada por Luiz Antônio Silva dos Santos, o Índio. Já a finalíssima, no dia 3, ficará a cargo de Wagner do Nascimento Magalhães. Os dois foram escolhidos em sorteio.

Após passar um ano afastado por causa de uma contusão no joelho, Índio voltou como homem de confiança da Comissão de arbitragem do Rio (Coaf-RJ). Ninguém apitou tanto quanto ele no atual Estadual (foram dez jogos). Mas Fred, do Fluminense, prefere chamá-lo de “da casa” (foi como o camisa 9 se referiu a ele em desabafo no Fla-Flu do dia 5).

Os problemas com Fred não começaram aí. Antes, no clássico entre o Tricolor e o Vasco, pela 6ª rodada, o árbitro já havia sido acusado pelo atacante de chamar seus companheiros de time de “molecada morta”. No mesmo dia, ele também polemizou ao não marcar pênalti a favor dos vascaínos (de Diego Cavalieri em Gilberto).

 

Luiz Antonio Silva Santos foi alvo de críticas de Fred ao longo do Estadual
Luiz Antonio Silva Santos foi alvo de críticas de Fred ao longo do Estadual Foto: Úrsula Nery / Divulgação

Wagner do Nascimento Magalhães não apitou tantas partidas quanto Índio. Mas seu nome foi o que mais repercutiu este ano — não de forma positiva. Entre as seis partidas do Estadual em que ele esteve presente, duas chamaram a atenção. Na primeira, entre Madureira e Flamengo, pela 6ª rodada, a arbitragem validou um gol inexistente para o Rubro-negro que influenciou no resultado (1 a 1).

Mas o jogo em que mais polemizou foi o Fla-Flu da 14ª rodada, quando expulsou Fred após o atacante sofrer falta de Anderson Pico. O erro desencadeou o famoso desabafo em que o atacante tricolor chamou de Índio de “da casa” e ainda afirmou o Campeonato Carioca precisava acabar.

Procurado para comentar a escolha dos árbitros, o presidente vascaíno Eurico Miranda desligou o telefone assim que a reportagem se identificou. Já o Botafogo aprovou o resultado.

— O Botafogo acredita na imparcialidade de todos os árbitros envolvidos nas suas partidas. Não queremos ser beneficiados, mas não queremos ser prejudicados. Os dois árbitros são competentes e não nos preocupamos com isso — disse o vice de futebol alvinegro, Antonio Carlos Mantuano.

Fonte: Extra Online