O ataque é um dos setores que o Botafogo mais reforçou para a disputa da temporada 2015, onde o foco é o retorno à Série A. Foram três contratações (Bill, Rodrigo Pimpão e Tássio) que se juntam a Jobson, Murilo, Henrique e Sassá. Com a falta de medalhões, a briga promete ser acirrada. Há onze anos, Almir levou a melhor nessa disputa e ajudou o Botafogo a voltar à elite. Artilheiro do time naquele ano com direito a música personalizada, ele dá a receita para um novo sucesso este ano:

— Tem que ter menos vaidade no elenco. Esse recomeço é muito difícil e o time precisa ter jogadores que realmente se identifiquem, porque, para tirar o time dessa situação, só na base da paixão — afirmou o atacante, que marcou 12 gols no Brasileiro de 2003.

As dificuldades às quais ele se refere são as mais diversas e improváveis, como, por exemplo, vestiários sem água quente e até escorpiões. Foi o que ele e os demais alvinegros tiveram que encarar antes da partida contra o Marília, no interior de São Paulo, pela primeira fase.

— Chegamos lá e tinham vários escorpiões. Tivemos que dar chineladas, sapatadas, matar os bichos de qualquer jeito. Todo mundo ficou medo de ser picado. Depois demos risada — lembra, aos risos. — Eu vou te falar: foi um ano tão bom que a gente não se importava tanto com as dificuldades.

O atacante, que não foi titular absoluto na campanha da Série B, conquistou a torcida e se tornou um artilheiro musical. Quando não estava em campo, os gritos de “Levir, bota o Almir!” davam o tom da partida. Quando o pedido finalmente era atendido, o som da vez era “Almir, faz um gol aí!”.

— Acompanho o Botafogo desde que saí. Vivi lá meu melhor momento na carreira.

Este ano, no entanto, o jogador, agora com 32 anos, estará do outro lado, já que disputará o Estadual pelo Bangu. Enquanto isso, o Alvinegro busca seu novo ídolo na frente. Candidatos não faltam.

Fonte: Extra Online