Henrique, Tanque Ferreyra, Wallyson e Jorge Wagner fizeram 62,2% dos gols do Botafogo na atual temporada. O feito pode até parecer expressivo, mas não para o técnico Vagner Mancini. Após a chegada do novo treinador, o quarteto perdeu espaço e sofrem para reconquistar sua importância no elenco alvinegro.

O caso mais curioso é o de Henrique. Com cinco gols, ele era o artilheiro do Botafogo na temporada. Mas o atacante nunca teve uma relação harmoniosa com a torcida e foi emprestado para o Bahia. Mesmo distante, o jogador terá que mostrar qualidade para retornar ao clube na próxima temporada, já que tem contrato até fim de 2016.

Mesmo com Henrique sendo artilheiro, o titular incontestável da posição sob o comando de Eduardo Hungaro era Tanque Ferreyra. O argentino jamais demonstrou muita qualidade com a bolas nos pés, mas a entrega dentro de campo e o faro de gol o credenciaram a xodó da torcida. Com cinco gol, o argentino era junto com Henrique o artilheiro do Botafogo.

A queda de Eduardo Hungaro e a chegada de Vagner Mancini gerou uma verdadeira revolução tática no Botafogo. O novo treinador gosta de um time com muita velocidade e mobilidade. Tanque Ferreyra não se encaixa nesse sistema e foi barrado junto com Wallyson para as entradas de Sheik e Zeballos.

“Nem El Tanque nem atleta algum está barrado. O importante é achar a melhor formação para cada partida. O ataque se movimentou bastante contra o Inter. Zeballos e Emerson deram muito trabalho ao adversário. Não chegamos ao ponto ideal, estamos engatinhando, mas a evolução é nítida”, disse Vagner Mancini após o empate com o Internacional no Maracanã.

Wallyson, por sua vez, não parece inspirar Vagner Mancini. Único velocista do time, o atacante ficou no banco de reservas durante os 90min contra o Internacional e sequer teve sua entrada cogitada. Além disso, o treinador já pediu a direção um atacante de velocidade, uma carência do elenco, segundo sua análise.

Assim, Wallyson que chegou a ser uma espécie de xodó da torcida após marcar quatro gols na Libertadores, perde cada vez mais espaço no Botafogo. Atualmente, ele é a quarta opção ofensiva, atrás de Sheik, Zeballos e Tanque Ferreyra.

A situação de Jorge Wagner é um pouco diferente, já que ele é o único do quarteto que se manteve no time titular. Pelo menos até o último jogo. Contra o Internacional, ele não teve boa apresentação e foi sacado ainda no intervalo para a entrada de Daniel, que, segundo Vagner Mancini, melhorou o Botafogo.

Após a partida contra o Inter, Vagner Mancini admitiu que o Botafogo precisa de mais vitalidade no time titular e deu a entender que Daniel pode ganhar a vaga de Jorge Wagner. O camisa 10, no entanto, agrada o treinador, que conta com sua precisão nas cobranças de falta e qualidade dos passes. O problema é que ele quer deixar o time cada vez mais veloz, o que pode prejudicar sua sequência no time titular.

Fonte: UOL