O ex-presidente do Botafogo, Mauricio Assumpção deve depor ainda essa semana. Quem confirma é o próprio ex-dirigente do clube. Em contato com a reportagem da Rádio Globo/CBN, Maurício Assumpção revelou que foi localizado em seu condomínio, onde reside em Areal, cidade a cerca de 100km do Rio de Janeiro.

Inicialmente, a oitiva para responder o questionário elaborado pelo departamento jurídico alvinegro com 20 perguntas para apurar o empréstimo da Odebrecht, estava marcada para o dia 1º de junho.

Segundo Mauricio Assumpção, seus advogados entraram em contato com o delegado da 108º DP, em Três Rios, para explicar os motivos pelo qual não poderia comparecer no dia e horário marcados devido a greve dos caminhoneiros, que impossibilitou o deslocamento.

“Eu recebi sim, a intimação inicial. Ela foi deixada na portaria do meu condomínio, onde moro em Areal. O oficial não me achou porque eu estava trabalhando. Quando eu cheguei em casa, a portaria me entregou e fiz contato imediatamente com minha advogada. Havia uma preocupação para a data marcada para essa intimação. O país ainda vivia a consequência da greve dos caminhoneiros. Seria complicado o deslocamento até Três Rios assim como da minha advogada do Rio de Janeiro até lá. A advogada entrou em contato com o inspetor responsável e fizeram a transferência da data para essa semana. Vou lá comparecer como sempre compareci quando fui chamado, sem necessidade de condução coercitiva. Como eu não devo, não temo, não tenho absolutamente nada a esconder da justiça, vou com a mesma tranquilidade que fui das outras vezes. Até porque, todas essas questões que estão sendo feitas já foram respondidas. Pra mim está muito tranquilo. Não tenho nenhum motivo para não comparecer quando convocado pela justiça. É do meu interesse que essa questão se resolva o mais rápido possível”, enfatizou.

Caso não comparecesse à Delegacia Policial, Maurício Assumpção poderia ser levado de maneira coercitiva para depor. No primeiro depoimento no Rio de Janeiro, Maurício Assumpção se defendeu dizendo que as acusações beiravam o ‘absurdo’.

O inquérito policial apura o cometimento de estelionato, apropriação indébita e associação criminosa por suposta simulação de contrato de empréstimo de 20 milhões de reais ao clube no mandato do ex-presidente durante o fechamento do Engenhão. Na outra via da justiça, a Odebrecht cobra do Botafogo, após mais de quatro anos, o valor do empréstimo corrigidos que superam a casa dos R$ 35 milhões.

Fonte: Rádio Globo