Um polêmico empréstimo de R$ 20 milhões ao Botafogo realizado pela construtora Odebrecht gera discussões até hoje. Com os juros, a dívida já passou de R$ 35 milhões, mas o clube não faz menção de pagar nem a empresa de receber. A questão surgiu na gestão do presidente Mauricio Assumpção, que justificou em entrevista à Rádio Botafogo, que o FOGÃONET transcreveu.

Expulso do quadro social do clube, ele lembrou que o caso tramita na Justiça.

– Posso explicar até determinando momento, porque é instrumento de ação na Justiça. A Odebrechet pode ser acionada pelo Botafogo (pela interdição do Estádio Nilton Santos)? Não. Quem tem que acionar a Odebrecht e o consórcio é a Prefeitura. Uma empresa faliu. Uma é séria e está brigando na Justiça para não receber esse pepino. Não é uma briga fácil

– Fecha o estádio em abril (de 2017). No fim do ano tinha gente pedindo dinheiro de volta, placas, camarotes, praça de alimentação. Como faz? Já tínhamos usado o dinheiro. Camarote só deixou quem é apaixonado mesmo. Esse prejuízo colocamos no relatório também.

– Como vamos pedir dinheiro? Precisávamos fazer caixa para virar o ano. E não foi só o Botafogo que fechou contrato com a Odebrecht, outros clubes do Rio também. Botafogo colocou como 2 contratos, outros colocaram como antecipação de receita. Todos fizeram empréstimos de quantias similares ao do Botafogo.

– O dinheiro, segundo palavras do ex-presidente (Carlos Eduardo Pereira), efetivamente entrou no clube. Ele só discute se o clube usou bem ou mal esse dinheiro. Na sequência da reportagem, ele faz uma associação com a Lava-Jato que é no minimo leviana, para não dizer irresponsável. Meu nome nunca apareceu na lista da Odebrecht, nunca apareceu meu nome. Tem o codinome Botafogo na planilha da Odebrecht, mas não é o meu nome não. Estou me defendendo na Justiça.

– Era um empréstimo. Odebrecht nunca foi financeira para emprestar? Botafoguenses ilustres também emprestavam. Sabiam da dificuldade do clube e nos ajudavam nesse sentido. Eles (Odebrecht) estavam entrando no futebol através do Consórcio Maracanã, tinha um ambiente de conversas no futebol. Falei em uma conversa que precisava de um empréstimo para virar o ano À luz do estatuto, foi tudo feito como deveria. E dinheiro entrou no Botafogo.

Fonte: Rádio Botafogo