Perto de completar três meses como técnico do Botafogo, René Simões tenta implementar um estilo que, segundo ele, não ganha forma no futebol brasileiro. Tendo citado o futebol europeu como modelo em intensidade e competitividade, o comandante alvinegro tem exigido de seus atletas a doação que vê nos jogos fora do país.

— Nós temos qualidade para jogar o nosso futebol. A competitividade, a entrega e a doação nós temos de copiar, porque isso não acontece aqui. Lá fora você vê algo fenomenal. Eu recebo isso como aprendizado e cobro dos meus jogadores. Eu falo as verdades — afirmou René.

Segundo o treinador, o empenho na movimentação e o deslocamento dentro de campo estão bem à frente do que se vê no Brasil:

— Aqui, o jogador brasileiro espera o adversário receber a bola para marcar. Lá, o espaço não existe. A movimentação é sempre intensa e isso chama a atenção.

Por causa de tanta correria, alguns jogadores do Botafogo já acusaram desgaste, como depois dos jogos contra Fluminense e Tigres. O treinador já mostra alguma preocupação com o lateral Gilberto e o volante Willian Arão, por exemplo.

— Estamos preocupados com essa questão e cuidando dos jogadores. A carga tem sido muito grande sobre alguns atletas. É uma preocupação que nós temos — comentou.

Em função da aplicação nos jogos, nesta sexta-feira sete titulares não participaram do treino com bola no Estádio Nílton Santos. Arão, Gilberto, Marcelo Mattos e Roger Carvalho fizeram trabalho à parte e serão avaliados. Já Jobson e Carleto, liberados para resolverem problemas particulares, estão à disposição para o jogo de amanhã, contra o Resende. O atacante Bill é outro que preocupa pelo desgaste.

Fonte: Extra Online