Audax lucra com Paulinho e Vitinho e deverá ser vendido

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O Audax, controlado pelo Grupo Pão de Açúcar e com franquias no Rio e São Paulo, vive ano mágico. Conseguiu bons resultados com o acesso à Primeira Divisão do Paulistão e a digna campanha no Carioca – incluindo vitória sobre o Flamengo. Mas foi fora de campo onde se destacou, negociando Paulinho, ex-Corinthians, para o Tottenham-ING, e Vitinho, que deixou o Botafogo e está prestes a ser confirmado como novo reforço do CSKA-RUS. E logo no ano mais significativo de seus oito de história haverá uma mudança de dono: entre outubro e novembro a venda do clube deve ser sacramentada.

Depois de levar dez milhões de euros na transferência de Paulinho (cerca de R$ 31,75 milhões), o Audax vai ficar com mais R$ 3,16 milhões da venda de Vitinho, já que detém 10% de seus direitos econômicos. Vendeu 60% para o Botafogo em 2011 e outros 30% no início do ano para um grupo de investidores, transação que lhe rendeu outros R$ 3 milhões. Dirigentes não lamentam a negociação realizada nos primeiros meses de 2013, pois na época o atleta ainda era reserva e nem estava tão valorizado.

– Sem dúvida é o grande ano do Audax. Fizemos ótima campanha na Primeira Divisão do Carioca e em São Paulo conseguimos o acesso para a Primeira. Lideramos todas as categorias inferiores, então conseguimos mostrar através de Paulinho e Vitinho que o Audax é um grande formador. Tudo o que foi planejado oito anos atrás está dando certo. É o ano da consolidação do Audax como projeto e conceito. E sem dúvida é o grande ano do Audax em termos de geração de receitas. Os clubes (Audax Rio e São Paulo) fecham o ano superavitários – afirma Thiago Roberto Scuro, gerente geral do Audax.

vitinho embarque rússia (Foto: Caue Rademaker)
Vitinho já viajou para a Rússia, onde defenderá o CSKA Moscou (Foto: Caue Rademaker)

 

O ápice do Audax no mercado em 2013 foi a venda de Paulinho para o Tottenham. Com os 50% que tinha dos direitos econômicos do atleta, ficou com dez milhões de euros.

– São dez milhões para o Audax e outros dez para o Corinthians, mas questões cambiais podem beneficiar tanto Audax quanto Corinthians. A primeira parcela deve ser paga na próxima semana e o valor avaliado em reais acertado no ato da transferência pode crescer – agregou Scuro, referindo-se à alta do euro.

Embora seja iminente a mudança de donos, Thiago Scuro prevê o nascimento de outros craques na base do Audax. Apesar de federações exigirem categorias inferiores nos clubes, a evolução dos jovens dependerá da nova gestão, que também decidirá o rumo do futebol profissional. A venda do Audax tornou-se necessária para seus atuais donos devido aos custos previstos na disputa das elites carioca e paulista.

Scuro lista alguns de seus promissores nomes e vê o modelo de negócio utilizado por eles como algo respeitoso com atletas e seus familiares.

Paulinho Tottenham e Swansea City (Foto: Agência Reuters)
Paulinho já é destaque no futebol inglês depois de ter virado ídolo no Timão (Foto: Agência Reuters)

– Temos o Samir, o goleiro César e o zagueiro sub-20 Rafael Dumas no Flamengo. O Antônio Carlos, do Corinthians (autor do gol do título corintiano da Copinha em 2012), é nosso também. O Juninho, titular do Palmeiras, surgiu no Audax. São muitos nomes, como o do Rafael Carioca, ex-Grêmio e Vasco, que está no Spartak. Além desses que aparecem para o mundo todo há uma série de negócios menores em que o Audax vende 60% dos direitos e fica 40%. É um modelo dentro do futebol que respeita o atleta e dá a ele melhores oportunidades (de ganhar vitrine) do que o Audax. Espero que o Vitinho possa ter muito sucesso onde quer que ele esteja, é bom institucionalmente para o Audax, porque eles levam a bandeira do clube para onde vão, nos geram receita e ainda viram espelho para que outros jogadores queiram o Audax. Isso faz os pais dos jogadores acreditarem no projeto do Audax – concluiu Scuro.



Fonte: Globoesporte.com
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