Promessa de campanha do presidente Carlos Eduardo Pereira, a auditoria externa para levantar as movimentações do clube nos últimos anos encontra barreiras para ser realizada. Ao conversar com as empresas para o serviço, poucas demonstraram interesse neste momento.

Em um dos encontros do Conselho Deliberativo do clube, em maio, Carlos Eduardo afirmou que a diretoria conversava com duas empresas para realizar a auditoria. A falta de dinheiro, porém, dificultava as negociações com ambas.

A alternativa, com isso, tem sido realizar uma auditoria interna. Os membros do Conselho Fiscal do Botafogo realizam, nas últimas semanas, uma força-tarefa para averiguar o que foi feito no passado.

— O Conselho está averiguando o que foi feito e é o responsável hoje por uma auditoria interna. Ao perceber as dificuldades para contratar uma empresa externa, colocamos em andamento esse processo — explicou Bernardo Santoro, vice de finanças.

Por meio do Conselho Fiscal, por exemplo, foi elaborado um “dossiê” que reuniu pontos “sob suspeita” dos seis anos da administração Maurício Assumpção.

Um dos pontos, a negociação que envolveu o atacante Vitinho, em 2013, embasou o pedido do vice jurídico, Domingos Fleury, de expulsão de Maurício do quadro social alvinegro. A negociação do atacante, segundo Fleury e o Conselho Fiscal, que renderia milhões ao clube, gerou uma dívida de R$ 9 milhões com a Fazenda Nacional.

Fonte: Extra Online