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Baixa produtividade do ataque do Botafogo reflete problemas na armação de jogadas

Por: FogãoNET

A baixa produtividade dos homens do setor ofensivo parece um problema difícil de resolver no Botafogo, que, mais uma vez, contou com um placar magro para bater o Boavista, pela última rodada da Taça Guanabara, por 1 a 0. E o gol da vitória, marcado por Leandrinho, foi chorado — uma tendência na equipe, que também vê seus atacantes serem vítimas das limitações na criação de lances de perigo.

— Nós temos dificuldade para armar as jogadas — admitiu o atacante Neilton, que atuou nos 90 minutos, pela primeira vez na temporada, contra o Boavista.

No fim de semana, o Alvinegro, com dificuldades para articular jogadas pelo meio, recorreu a cruzamentos em 29 oportunidades, mas 24 foram errados. As viradas de jogo, alternativa à uma defesa bem postada, foram tentadas por oito vezes, mas nenhuma funcionou. Ainda ocorreram 21 lançamentos e 13 deles saíram errados.

— Precisamos melhorar a qualidade do último passe para deixarmos os atacantes na cara do gol — reclamou Luis Henrique, que voltou a ser titular no fim de semana.

A tímida desenvoltura na hora de criar se reflete na forma como ocorreram os poucos gols do Botafogo na Taça Guanabara. Dos oito feitos, três aconteceram em cobranças de pênalti, o que fez com que Rodrigo Lindoso se tornasse o artilheiro da equipe no Estadual. Ele marcou, dessa forma, contra Volta Redonda, Flamengo e Bangu.

Em duas ocasiões, coube ao zagueiro argentino Joel Carli aproveitar bolas levantadas na área para salvar o Alvinegro. Ainda ocorreram duas conclusões após rebotes oferecidos pelo goleiro adversário, além de um gol fruto de desvio involuntário.

O técnico Ricardo Gomes trata como prioridade turbinar o poder fogo dos atacantes, mas, se quiser ver o time deslanchar, também precisa cuidar de quem oferece a munição.

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