Usamos cookies para anúncios e para melhorar sua experiência. Ao continuar no site você concorda com a Política de Privacidade.

Jogos

Carioca

17/04/21 às 16:00 - Maracanã

Escudo Fluminense
FLU

X

Escudo Botafogo
BOT

Copa do Brasil

14/04/21 às 21:30 - Frasqueirão

Escudo ABC
ABC

X

Escudo Botafogo
BOT

Campeonato Carioca

10/04/21 às 21:05 - Raulino de Oliveira

Escudo Volta Redonda
VRE

2

X

2

Escudo Botafogo
BOT

Banco detona gestão de clubes: ‘A luz no fim do túnel do Botafogo é de um trem’

0 comentários

Compartilhe

Em mais uma edição da sua análise anual das finanças no futebol, o Itaú BBA, um dos braços do banco Itaú Unibanco, detonou a gestão dos clubes brasileiros. Em um estudo de mais de 160 páginas divulgado nesta semana, o banco privado avaliou como foi o ano de 2013 para os 20 times da Série A do Brasileiro (mais Vasco, Portuguesa e Ponte Preta) e fez duras críticas aos dirigentes que comandam as equipes.

Para começar, “Dinheiro na mão é vendaval” é o título do texto, que já foi mais otimista nos anos passados (2011: “Como o mundo das finanças enxerga o futebol”; 2012: Clubes apresentam evolução econômico-financeira; 2013: “Não falta dinheiro”). Para cada um dos 23 clubes, o Itaú deu um título para resumir o balanço, utilizando as demonstrações contábeis de cada um e considerando também acontecimentos mais recentes.

Dentre as avaliações, vale destacar logo de cara o que a instituição financeira escreveu a respeito do Palmeiras. Com mais de R$ 90 milhões colocados por Paulo Nobre no alviverde, o estudo admite que a política deu certo para tirar o time da segunda divisão, mas questiona ao final: “até quando o presidente colocará dinheiro no clube?”.

O banco faz também uma ironia fina com o Corinthians, com quem também é duro na análise. Ao resumir a gestão pela frase “Encantador de Serpentes”, o estudo explica que a direção alvinegra se vendeu como moderna quando não foi nada disso.

“Mais que isso, por algum momento fez acreditar que se tratava de uma gestão moderna, quando na realidade realizava as práticas mais comuns e antigas da gestão do Futebol”, afirma, além de falar sobre o não pagamento de impostos e deixar uma pergunta: “Mas como ficam os clubes que pagam em dia?”.

Logo na introdução, a Área de Crédito do Itaú BBA, setor responsável pela pesquisa, diz que os cartolas do futebol brasileiro não deram atenção para as categorias de base, que só pensaram na torcida durante a administração e ainda fala que gastaram muito mal – um dos exemplos citados foi o do São Paulo, que tem na folha de pagamento seis laterais esquerdos (Álvaro Pereira, Clemente Rodriguez, Carleto, Cortez, Reinaldo e Henrique Miranda). O clube do Morumbi é ainda classificado como na “vala comum”.

“Completando este cenário, vários clubes continuaram a utilizar velhas práticas de gestão financeira do Futebol, como atraso de contribuições e impostos relacionados aos salários dos atletas, o que de certa forma se constitui numa vantagem financeira em relação aos clubes que pagam em dia”, afirma o estudo.

“Os clubes precisam reforçar investimentos nas Categorias de Base, captando melhor, orientando melhor, retendo mais e colocando-os para atuar, pois esta é uma alternativa substancialmente mais barata e de melhor solução financeira para o clube. Parafraseando Keynes, a manter este padrão de gestão, no longo prazo os clubes estarão todos mortos”.

Veja abaixo, os títulos para o resumo do ano de cada equipe e as perspectivas projetadas pelo banco para este ano, que está quase no final.

Corinthians: Encantador de Serpentes

“É possível que tenha que reduzir investimentos, seja mais eletivo e busque redução de custos. Já faz muita receita recorrente, de forma que é um movimento mais fácil de fazer que clubes com receita bem menores. Em contrapartida, em breve iniciará os pagamentos da dívida no Arena Itaquera, e isto consumirá parte importante das receitas com Bilheteria, retirando ainda mais dinheiro do Futebol. A realidade é sempre mais difícil do que se imagina, ou se vende”.

São Paulo: Na vala comum

“Clube que gera muito mas gasta muito e mal, o São Paulo precisa rever sua gestão esportiva e financeira, afinal, além de não conquistar títulos ainda deteriora seus números e sua saúde financeira. Não é à toa que vimos na mídia informações sobre novas antecipações de cotas de TV, necessidade de venda de atletas para fechar as contas de 2014 e supostos atrasos de salários. Costuma não acabar bem”.

Palmeiras: As aves aqui não mais gorjeiam

“Considerando que o clube continua sem patrocínio master, que as demais receitas permanecem estáveis, e que o clube não é um grande vendedor de atletas, resta ajustar os custos para tentar fazer com que sobre mais dinheiro no caixa. Mas é Ano do Centenário, e na avaliação equivocada dos dirigentes, em anos assim o clube precisa vencer mais que em outros. Resultado esperado é aumento dos custos, política descontrolada de gastos e mais problemas no futuro.

O Palmeiras se mantém no círculo vicioso e 2014 tem todos os ingredientes para ser mais um ano difícil em termos financeiros. Até quando o presidente colocará dinheiro no clube?”.

Santos: A canoa virou

“O Santos sai da condição de clube equilibrado, com gestão financeira cuidadosa e passa a ingressar o rol de clubes com gestão de Torcedor. O resultado é gastar mais do que deveria, elevar custos sem contrapartida de Receitas recorrentes e, consequentemente, elevar endividamento e colocar em risco seu fluxo de caixa. Não parece nada saudável o caminho que o clube adotou. 2014 tende a ser ainda pior”.

Flamengo: Nadando contra a maré

“Com investimentos limitados o clube fica distante de ter um elenco com muitas alternativas. Vai ter que continuar utilizando as categorias de base, tradicionalmente forte reveladora de talentos, e usar de contratações cirúrgicas para manter um elenco minimamente competitivo. O difícil, além de lidar com uma torcida que quer sempre títulos, é competir contra clubes que ainda se utilizam das velhas práticas de gestão esportiva”.

Fluminense: A independência necessária

“É sempre difícil falar do Fluminense em função das ações tomadas pela Unimed e que não transitam pelo balanço do clube. Do que vemos temos um clube mais redondo, aparentemente mais organizado. Mas que precisará começar a pensar em caminhar com as próprias pernas. Hoje, se isto fosse uma necessidade, o clube se colocaria numa situação bastante inferior à vista nos últimos anos”.

Botafogo: A luz no fim do túnel é de um trem

“As piores possíveis. O Botafogo terá que buscar alternativas de receita cada vez mais difíceis, certamente vai onerar ainda mais seu futuro com Adiantamentos e se não fizer um corte de custos profundo, encontrará o trem pela frente”.

Vasco: Não há terra a vista

“O ano de 2014 tende a ser muito difícil para o Vasco. O clube carrega o peso de anos de dívidas acumuladas e da necessidade de atender aos anseios de uma das maiores torcidas do Brasil. Como equilibrar isto? Esta é o enigma da nau. Acreditamos em outro ano difícil e que será sucedido por outros anos difíceis”.

Atlético-MG: Nem tudo que reluz é ouro

“2014 tende a ser bastante difícil. Pode conseguir alguma receita adicional com o Estádio novo, mas precisará recorrer a venda de atletas e reduzir custos se quiser diminuir o esforço para fechar suas contas”.

Cruzeiro: Os Caçadores estão chegando

“O clube manteve sua base, seu treinador, fez mais alguns investimentos e possivelmente aposta na força da torcida e na obtenção de resultados esportivos para sustentar sua estratégia. Não dá para saber até quando isto funcionará, mas sempre há chance do castelo de cartas ruir a qualquer momento. Esportivamente tem chances elevadas de sucesso em 2014, como vemos até o momento no Campeonato Brasileiro”.

Internacional: Acabou-se o que era doce

“A situação apresentada para início de 2014 não é confortável. Há mais desafios e menos gordura para queimar. O clube precisará apertar os custos se quiser voltar a viver uma situação confortável em termos financeiros, além de continuar a constante busca de atletas para serem vendidos. A vida do Internacional não deve ser fácil em 2014”.

Grêmio: Avalanche

“Nada animadoras. Não há sinal de que as receitas devem crescer, mas os Custos são de longo prazo. Ainda há a necessidade de pagar o que ficou de 2013. Logo, 2014 tende a ser um ano de dificuldades financeiras caso não tenha conseguido enxugar os Custos”.

Comentários