O gol do zagueiro Joel Carli, que abriu caminho para o título do Botafogo, teve para o vestiário um significado ainda mais especial. Visto como um líder pelos companheiros, a não convocação do argentino na maior parte dos jogos desta temporada não era bem entendida pelo grupo.

Chamado no bastidor de “capitão de verdade”, Carli foi titular em 50 jogos do ano passado e, sem explicações técnicas, entendem os jogadores, deixou de ser utilizado. O problema já era observado desde o comando do técnico anterior, Felipe Conceição, e continuou com Alberto Valentim.

O assunto já era motivo de conversas internas, além de pressão da torcida, e ficou mais evidente desde a sua volta à equipe, no jogo contra o Flamengo, quando o alvinegro eliminou o rival na semifinal. A volta do jogador não foi somente por pressão da torcida, mas teve a participação direta da diretoria do alvinegro ao ver o vestiário incomodado.

Em coletiva nos dias seguintes à partida, Jefferson foi bastante claro ao falar do colega:

“É um exemplo. Cara que saiu, perdeu a posição, continuou treinando, respeitou seus companheiros e não abriu a boca. Isso no futebol é raro. A gente tem que respeitar e dar crédito a um jogador como esse. Voltou com mérito. Esse tipo de jogador tem meu respeito”, disse o goleiro aos jornalistas.

Carli foi um dos jogadores que falou na sala de coletivas. Ele recebeu o microfone do técnico Alberto Valentim.

“A gente está comemorando porque merecemos. O Botafogo está fazendo as coisas corretas, da diretoria até a rouparia”, disse o argentino.

O zagueiro está no Botafogo desde 2015 e tem contrato com o clube até dezembro deste ano.

Fonte: ESPN.com.br