Eduardo Barroca, treinador do Botafogo, foi o convidado do Seleção SporTV desta sexta-feira. Com uma vitória e uma derrota no Brasileirão, Barroca falou sobre o seu começo no Botafogo e da recepção do elenco.

– O tempo todo, nesse primeiro momento, todos estão muito receptivos com aquilo que eu tenho passado para eles. Eles têm trabalhado muito forte para buscar, o mais rápido possível, esse equilíbrio que a gente precisa – disse Barroca, que conhece boa parte do seu plantel.

– O Botafogo hoje tem 12 jogadores no seu elenco profissional que trabalharam comigo na base. Posso até estender para 17. Os demais são jogadores com uma experiencia importante. Temos Carli, Cícero, Diego Souza, Erik e Pimpão. Jogadores com uma experiência e nível cognitivo muito bom. Nesse primeiro momento, a aceitação pratica dos estímulos que tenho dado tem sido pleno – completou.

“Time com coragem”

Nos dois primeiros jogos do Botafogo sob o comando de Barroca, a equipe carioca teve mais posse de bola que os adversários. Como visitante, contra o São Paulo, foram 66% de posse. Contra o Bahia, em casa, 54%.

– Eu quero o meu time com coragem. Jogador que joga em clube grande precisa partir da premissa de jogar com coragem, ter enfrentamento com qualquer equipe. A posse de bola é uma ferramenta que eu consigo ter maior possibilidade de atacar e menor de ser atacado – disse Barroca.

– Tem se falado muito disso (posse de bola). Mas entendo que existe uma órbita em volta disso. Tem equilíbrio defensivo e o que fazemos quando chegamos no terço final. Existem interações nesse processo, que o tempo vai fazer com que a gente consiga transformar essa posse em resultado. O Botafogo tem uma necessidade muito grande de resultado a curto prazo. Esse é o meu objetivo – completou o treinador.

Veja outros tópicos da entrevista de Eduardo Barroca

Preparação para o Brasileiro: “Durante esses 10 dias antes do São Paulo, foquei em três pontos para desenvolver. Aumentar a pressão, tentar ter o controle do jogo e ter organização defensiva na última linha. Foquei nesses três pontos. Além disso, preocupei em dar isonomia a todos. O treinador, nos dias de hoje, precisa dar condições para que tenha a competição interna. Contra o São Paulo, acho que conseguimos realizar bem parte disso. Concordo que faltou profundidade, transformar esse controle em oportunidade de gols. Contra o Bahia, acho que tomamos o gol muito cedo. Não esperávamos por isso. Durante os 10, 15 primeiro minutos, sentimos o golpe. Mas logo depois tomamos o controle novamente e levar vantagem para o intervalo. Passando o jogo do São Paulo até o Bahia, tive três dias onde comecei a enfatizar o desenvolvimento do terço final do campo. Eu monto minha equipe de acordo com as características dos jogadores. Meus atacantes tem de ser marcados mais tempo pelos laterais, do que eles marquem. O Diego Souza, em determinado momento do jogo, vai precisar marcar. Com o tempo vamos conseguir um equilíbrio maior nesse sentido.”

Inspiração como técnico: “Eu seria muito injusto de citar um na prática. Apesar de não ter sido jogador, tive uma experiência muito importante auxiliando diversos treinadores renomados e com características diferentes. Essa foi a minha maior faculdade. O grande lance é conseguir pegar um pouco de cada um e tentar colocar. Às vezes a gente aprende até o que não se deve fazer.”

Treinador jovem: “As pessoas falam da minha idade. Tenho 37 anos. Desde os 17 anos, que eu entrei na universidade, eu comecei a estagiar nas categorias de base. Estou falando de 20 anos de caminho trabalhando como preparador físico, auxiliar técnico, em clube menor, maior, em clube empresa… Isso dá uma certa experiência. Para mim, independente da idade, precisamos mensurar como você pavimentou o seu caminho. Procurei passar por todos esses estágios para chegar nesse momento com confiança.”

Diego Souza: “Espero protagonismo dele. Ele tem todas as condições, com o poder de definição que ele tem, nos ajudar nesse sentido. Espero dele que ele consiga, com essa vivência, contagiar os demais jogadores. O Botafogo tem jovens jogadores que precisam seguir espelho de jogadores vitoriosos, como o Diego. Vou cobrar ele para que entregue números”

Fonte: SporTV.com