A derrota para o Palmeiras no último sábado no Campeonato Brasileiro obviamente não deixou o treinador do Botafogo, Eduardo Barroca, satisfeito. Mas a ordem agora é “virar a chave”, ou seja, se concentrar na partida da próxima quarta-feira pela segunda fase da Copa Sul-Americana, contra o Sol de América, do Paraguai.

No primeiro jogo, fora de casa, na última quarta, o Botafogo largou na frente e venceu por um a zero.

— O Botafogo veio de uma sequência extremamente desgastante, jogando em duas competições, com viagem internacional. Lutou, os jogadores se esgotaram fisicamente, tentaram de todas as formas buscar o empate (contra o Palmeiras). Cabe à gente agora fazer os ajustes naquilo que não andou bem, e virar a chave para um jogo importante no meio de semana que a gente tem em outra competição — disse Barroca.

A derrota para o Palmeiras não tirou a confiança do treinador em seus jogadores para a partida decisiva contra o time paraguaio. Longe disso. Para ele, o Botafogo, dominado no primeiro tempo pelo alviverde, melhorou no segundo e lutou bastante.

— A entrega deles (jogadores) tem sido alta. A gente enfrentou uma equipe que é muito forte, tem investimento muito alto, um treinador (Felipão) muito qualificado. Uma equipe que enfrentou outras equipes e conseguiu vencer por placar bem elástico. A gente lutou o tempo todo, brigou. Não estamos satisfeitos, não foi o resultado que a gente veio buscar aqui, mas a gente precisa ter a capacidade de absorver o resultado e virar a chave para o próximo jogo — afirmou o técnico alvinegro, numa referência à goleada de 4 a 0 que o Palmeiras aplicou no Santos na rodada anterior do Campeonato Brasileiro.

O gol do Palmeiras veio num polêmico pênalti, marcado somente depois que o árbitro Paulo Roberto Alves Junior consultou o VAR. O juiz também deu 11 cartões amarelos para o Botafogo (inclusive um para Gustavo Bochecha, que tava no banco de reservas) e nenhum para o Palmeiras. Essa diferença chamou a atenção de Barroca, que criticou a arbitragem, mesmo dizendo que não criticaria.

— Eu não tenho por hábito falar de arbitragem. Não vou, porque perdi o jogo, quebrar isso. A única coisa que preciso falar é que o árbitro tentou o tempo todo controlar com ameaça. Isso ainda não tinha acontecido com o Botafogo dentro da competição. Desde o início do jogo, ele tentou controlar com ameaça e cartões, quando podia ter controlado de outra forma. Não é comum uma equipe receber dez cartões e a outra nenhum. Existe uma discrepância evidente. Depois do que aconteceu, da forma como ele tava conduzindo, os jogadores do Botafogo em determinado momento da partida, perderam o foco da partida, porque a forma como ele estava administrando o jogo não foi algo normal. Mas não cabe para mim falar de arbitragem, das decisões dele. Ele é preparado para isso. Vamos para a próxima — afirmou Barroca.

Fonte: O Globo Online