A esperança do torcedor nos jogadores das divisões de base existe, e não é de hoje. No caso do Botafogo, a geração campeã brasileira de 2016, e os bons resultados que outros grupos tiveram em anos anteriores e posteriores alimentam ainda mais o desejo dos botafoguenses. Mas o que acontece, na prática, é uma utilização, no time titular da equipe profissional, em menor escala do que se gostaria.

No caso alvinegro, Igor Rabello e Matheus Fernandes são praticamente absolutos em suas respectivas posições. Não à toa são os mais valorizados do time. Mas o zagueiro de 23 anos e o volante de 19 vivem momentos de exceção no atual elenco principal.

Marcinho viveu praticamente dois meses de titular, mas não foi capaz de mandar as críticas para longe. Marcelo Benevenuto já teve mais crédito na casa, mas está atrás de Yago na atual preferência de Alberto Valentim, mesmo para o lado direito da zaga, quando Carli não pode atuar.

Atualmente, quase metade do elenco alvinegro é formado por jogadores formados na base. Dentre os grandes clubes do Rio, o Fluminense é quem mais se aproxima de 50%. Há esperança de, com a integração entre base e profissional – a partir de janeiro, no futuro centro de treinamentos – os cerca de 40% aumentem. Mas sem ilusão.

– O ideal seria que todos os jogadores fossem da base, mas isso é utopia, não é assim em nenhum lugar. Quanto maior esse percentual, desde que rendendo e mostrando qualidade, mais nos satisfaz. A gente conta muito com isso. O CT ajuda porque fica mais fácil de avaliar os atletas. Deve facilitar o aproveitamento. Quem tem subido tem procurado ajudar – avalia, ao LANCE!, o diretor geral da base alvinegra, Manoel Renha.

Outros jogadores da base alvinegra:

Saulo (goleiro): atual terceiro goleiro, pode subir degrau ano que vem, com a aposentadoria de Jefferson.

Marcinho (lateral-direito): lesionado durante praticamente todo o ano passado, começou a ser titular com Alberto Valentim, mas foi reserva na última partida.

Kanu (zagueiro): inscrito no Carioca do ano passado, estourou idade de juniores para este ano, mas só atuou uma vez este ano.

Helerson (zagueiro): também sem idade para o time sub-20, ainda não atuou pelo time principal.

Yuri (lateral-esquerdo): também ponta-esquerda, se recupera após cirurgia.

Bochecha (volante): teve atuações regulares nas cinco vezes em que foi acionado. Contudo, vem sendo preterido, na função, por Marcelo, Jean, e Dudu Cearense, além dos habituais titulares.

Leandrinho (meia): voltou a ser relacionado, após lesão grave, há cerca de três semanas, mas ainda não voltou a jogar.

Ezequiel (atacante): fez gol no segundo jogo pelo time principal, ainda no ano passado. Participou de 16 partidas nesta temporada, mas ainda tem idade e ainda atua pela equipe sub-20.

Lucas Campos (meia): já estourou o limite de idade para o time sub-20 e teve apenas uma oportunidade como profissional. Quase foi emprestado ao Macaé, mas a negociação não se confirmou.

Pachu (atacante): titular na equipe campeã sub-20 em 2016, foi aproveitado no time principal no fim daquela mesma temporada. Ano passado e no corrente não teve muitas chances.

Fonte: Terra