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Bebidas foram retiradas do carro de Marcinho, diz testemunha à polícia no RJ

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Carro do jogador Marcinho, do Botafogo, envolvido em acidente no Recreio dos Bandeirantes
Reprodução/Twitter

Uma testemunha afirmou à Polícia Civil que o carro do jogador Marcinho estava a uma velocidade de 100 km/h no momento em que atingiu um casal no Recreio dos Bandeirantes, Zona Oeste do Rio de Janeiro, no dia 30 de dezembro.

Segundo o depoimento desta pessoa à polícia, o professor morto foi arrastado após ser atropelado e pessoas retiraram bebidas do veículo do atleta após o atropelamento.

A CNN teve acesso ao depoimento dado pela testemunha à Polícia Civil nesta segunda-feira (4), na 42ª DP, do Recreio dos Bandeirantes. O jogador Márcio de Oliveira Almeida também foi ouvido e admitiu que estava na direção do carro.

O jogador alegou que estava a 60 km/h, sóbrio, e que tentou desviar do casal, que teria saído repentinamente do estacionamento em direção à pista. Questionado sobre a omissão de socorro, ele disse que não teria parado por medo de ser linchado.

À Polícia Civil, a testemunha contou que ele e a esposa estavam em um quiosque quando ouviram um barulho muito alto. O homem afirmou que viu a professora Maria Cristina José Soares ser arremessada e que o marido dela, o também professor Alexandre Silva de Lima, ficou preso à parte frontal do veículo e foi arrastado.

O carro ainda teria passado por cima do homem após ele ter se soltado. Segundo a testemunha, o motorista freou inicialmente, mas depois seguiu viagem.

O homem afirmou que pegou uma motocicleta e tentou seguir o condutor envolvido no acidente, que teria acelerado. A testemunha alega que chegou a ficar ao lado do carro pedindo que o condutor parasse, mas não foi atendido.

A testemunha afirma que avisou policiais militares sobre o atropelamento e a fuga e que, quando pensava em voltar ao local do impacto, foi avisado por um senhor onde estava o carro.

De acordo com o relato à polícia, ao localizar o automóvel, a testemunha viu dois homens retirando bebidas de dentro do veículo e colocando-as em um táxi.

A testemunha também deu outros detalhes sobre as condições em que aconteceu o atropelamento. De acordo com ela, a via era clara e o motorista estaria acima dos 60 km/h, possivelmente a 100 km/h.

Procurado, o advogado de Marcinho, Gabriel Habib, afirmou que o conteúdo das declarações é inverídico. Segundo o defensor, o jogador estava sozinho no carro, sem bebidas e trafegava a cerca de 60 km/h. Ele afirmou também que a via é escura e que o casal atravessou fora da faixa de pedestre.

Marcinho não fez exame toxicológico, que poderia atestar ou não a presença de álcool no sangue, porque só se apresentou à polícia cinco dias depois do acidente. Outras duas testemunhas prestaram depoimento nesta terça-feira (5) e afirmaram que Marcinho não estava a 60 km/h.

A polícia analisa imagens de câmeras de segurança que possam ajudar a esclarecer o caso.

Versão do jogador

No depoimento, o jogador Marcinho disse que um casal saiu repentinamente do estacionamento em direção à pista. Marcinho afirmou que teria tentado frear e disse ter conseguido desviar “um pouco” da mulher, mas que atingiu o homem.

Com o impacto do atropelamento, estilhaços de vidro voaram no rosto do jogador, que afirmou ter parado porque estava com fragmentos no olho. Nessa hora, Marcinho teria notado a aglomeração formada no entorno do acidente e decidiu deixar o local sem prestar socorro – por medo de linchamento, segundo ele.

O jogador finalizou o depoimento com a afirmação de que estava sóbrio e que procurou o primo e o pai após o acidente porque não tinha condições psicológicas de procurar a polícia. Desde então, Marcinho e a família vêm recebendo ameaças de morte, segundo o atleta.

Fonte: CNN Brasil

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