Com Eduardo Barroca, o Botafogo adotou um mantra: atuar com protagonismo, tendo coragem para controlar os jogos, independente do terreno e local. Contra o São Paulo, na estreia do técnico e do clube no Campeonato Brasileiro, o Alvinegro saiu derrotado, porém teve amplo domínio na posse de bola (72%) e, para isso, Bochecha foi imprescindível.

Bochecha foi responsável por 80 dos incríveis 628 passes certos do Botafogo ao longo dos 90 minutos da vitória (2 a 0) do Tricolor. O camisa 5 interagiu muito com Gabriel, outro que tem facilidade com a bola nos pés, e João Paulo e foi o responsável por ser o primeiro construtor entre as linhas no 4-1-4-1 de Barroca.

– Gustavo (Bochecha) fez um jogo bom, infelizmente tive que fazer as três mexidas por questões físicas. O Wenderson passou um pouco mal. Quando eu ia fazer as mexidas para o ataque, tanto o João Paulo com o Gustavo sentiram cãibras. São jogadores que não estavam habituados a atuar os 90 minutos. Acho que ele fez uma boa partida enquanto ele esteve em condição – comentou Barroca, em entrevista coletiva concedida logo após a partida.

Além da já conhecida qualidade com a bola nos pés e dos passes verticais e longos, Gustavo incorporou o espírito mais intenso da equipe, que marcou alto quase sempre, e desarmou sete vezes, sendo que recuperou a posse de bola bola em quatro destas ocasiões: uma característica que o volante, líder disparado de desarmes na partida, ainda não havia apresentado.

Campeão com Bochecha na equipe sub-20, Barroca já comentou que Bochecha foi o jogador “mais especial” com que trabalhou nas categorias de base. De imediato, o meio-campista de 22 anos ganhou a vaga de titular e uma responsabilidade grande em um setor no qual ainda sofre com a pouca efetividade, mas que passa a ter muito volume e jogo apoiado. E ele retribuiu.

Fonte: Terra