Não faz muito tempo, mais precisamente entre 2008 e 2012, o departamento de futebol do Botafogo era percebido no mercado como o mais eficiente na relação custo & benefício envolvendo contratações de jogadores.

E com justiça, diga-se de passagem, pois não foram poucas as operações que levaram o clube ao sucesso técnico e financeiro.

Torço para que essa competência tenha se enraizado na instituição.

A relação dos onze novos contratados para a disputa da Série B assusta e mexe com a autoestima de quem se acostumou a vencer apostas e superar a desconfiança.

Alisson, Roger Carvalho, Diego Giaretta, Renan Fonseca, Carleto, Diego Jardel, Elvis, Bill, Rodrigo Pimpão, Tássio e Willian Arão precisarão da sorte e da cumplicidade da torcida que estava se acostumando a ver em campo um Botafogo um pouco mais atraente e sedutor.

Em 2015, mais do que nunca, o goleiro Jeferson encarnará o espírito da estrela solitária…

RECEITA.

Mas não significa dizer que a nova direção do Botafogo esteja equivocada nos critérios de escolha dos jogadores que terão a missão de reerguer o time.

Não conheço mais do que o trivial da penca que chega à General Severiano.

De longe, vejo a formação de um grupo acostumado às duras batalhas da segunda divisão do futebol brasileiro, onde a técnica fica em segundo plano.

No andar de baixo, vale mais a aplicação, a força e o comprometimento.

Por isso não vale nem a pena criar expectativas em torno do nome deste ou daquele jogador.

Caberá ao técnico René Simões a difícil missão de transformar em time esse grupo ainda pouco confiável.

ESPELHO.

Talvez, apesar da permanência do goleiro Jefferson, falte ainda a contratação de uma referência de qualidade no meio _ alguém a responsabilidade de fazer o time jogar bola.

Em 2009, fez de Carlos Alberto sua maior referência.

Funcionou, abrindo espaço para que jogadores como Fernando Prass, Fagner, Dedé, Ramon, Nílton e Elton ganhassem outro status.

Sem falar no aproveitamento de jovens como Vilson, Souza, Philippe Coutinho, Alex Teixeira e Allan Kardec.

VERDE.

Em São Paulo, quem faz trabalho semelhante é o Palmeiras de Osvaldo de Oliveira, que se reforçou verdadeiramente com 14 jogadores, dentre os quais os ex-alvinegros Gabriel, meia, e Rafael Marques, atacante.

Mas sobre este, especificamente, falo mais adiante..

Fonte: Blog do Gilmar Ferreira - Extra Online