O Botafogo, historicamente, não curte muito vantagens. Sejam elas em número de jogadores em campo, gols no placar ou pontos na tabela, o Glorioso não se dá bem com a tranquilidade de estar à frente por algum motivo. Pelo contrário; nos damos melhor quando precisamos correr atrás.

 

Por esse motivo, fiquei escaldado quando vi a escalação do Santos para a partida deste sábado no Niltão. Com exceção do excelente Vanderlei, que deveria estar na Seleção, todos eram reservas. Para um torcedor normal, uma nítida vantagem; para o botafoguense, um motivo para roer os dentes. Nós preferiríamos, geralmente, que até o Pelé estivesse em campo.

 

Mas o time de 2017 mostrou mais uma vez que veio pra fazer diferente. Aproveitando a falta de entrosamento do adversário, o Fogão criou várias chances, abriu 2 a 0 e poderia ter feito mais – caso a falta de pontaria e as defesas de Vanderlei não tivessem atrapalhado. O jogo foi tranquilo até demais e os três pontos vieram em ritmo de treino. Mérito todo nosso.

 

Vitor Silva / SSPress / Botafogo

Vitor Silva / SSPress / Botafogo
Time cumpriu o objetivo e conseguiu a terceira vitória seguida no Brasileirão

 

O Alvinegro também jogou com alguns reservas, é verdade. Mas a consistência do trabalho do Jair e a presença de uma base titular fizeram toda a diferença. A vitória foi importantíssima e nos colocou de vez na briga entre os primeiros colocados. Com três vitórias consecutivas, dormiremos na quinta colocação.

 

Vencer é sempre bom e dá moral para enfrentar o Grêmio, na quarta-feira, em Porto Alegre, pela volta das quartas-de-final da Copa Libertadores. Esse, sim, será um confronto dificílimo. Mas a confiança em nossos guerreiros é alta e vamos para o Sul com todas as chances de trazer essa vaga historica. Lembrem-se: é só querer.

 

Notas

 

Gatito Fernández: 6
Sua intervenção mais difícil foi em um mau recuo de João Paulo. Apenas assistiu ao jogo.

 

Luis Ricardo: 6,5
Atuação razoável e uma boa assistência em cruzamento, seu ponto forte. Aos poucos, deve recuperar o bom futebol do ano passado.

 

Marcelo: 7
Cortou todas as poucas tentativas do Santos, principalmente em cruzamentos.

 

Emerson Silva: 6,5
Com Marcelo crescendo bastante no jogo, esteve um pouco abaixo, mas sem comprometer em nada.

 

Victor Luis: 6,5
Bom jogo no sistema defensivo, poderia ter explorado um pouco mais os espaços deixados pela zaga santista.

 

Rodrigo Lindoso: 7
Com pouquíssimo trabalho na cabeça de área, chegou com frequência à área adversária. Perdeu uma chance incrível, mas fez um belo gol logo depois.

 

João Paulo: 6
Apagado, não fez um bom jogo e errou passes demais. Sua má fase preocupa.

 

Bruno Silva: 7,5
Fez as pazes com o Brasileirão e voltou a jogar bem. Uma boa assistência, quase fez um bonito gol e teve muita intensidade para atacar e marcar.

 

Guilherme: 7
Sempre se apresentando e buscando as jogadas. Soltou um pouco mais a bola e fez um belo gol de cabeça. Se jogasse sempre assim, com um pouco mais de inteligência, seria um jogador muito mais útil.

 

Leo Valencia: 6,5
Discreto, mas interessante. Na intermediária de ataque, jogou de frente e mostrou boa visão de jogo; errou alguns passes, mas acertou outros bem interessantes. Está se soltando. Pode ser mais protagonista.

 

Roger: 5,5
Movimentou-se bem, mas não foi feliz nas tentativas de passes e dribles. Poderia ter sido poupado.

 

Brenner: 5,5
Mostrou disposição, mas pouco participou do jogo. Deveria ter jogado os 90 minutos para ganhar ritmo e ter mais tempo para mostrar algo.

 

Gilson: sem nota
Com o jogo resolvido, pouco participou.

 

Marcos Vinicius: sem nota
Mesma coisa que Gilson.

 

Jair Ventura: 7,5
Está lidando muito bem com a questão de usar o elenco curto em competições simultâneas. Soube fazer o time, mesmo que “mistão”, controlar o jogo e liquidar o jogo sem correr riscos.

Fonte: Blog do Pedro Chilingue - Preto no Branco - ESPN