Blog: ‘Cavalo paraguaio pergunta onde estão os rivais do RJ. Distância só aumenta’

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Sozinho os números nunca dizem nada. Precisam ser interpretados para virarem informação. Mas eles sempre nos ajudam a entender um pouquinho melhor como as coisas funcionam:

  • 2 foram os gols tomados do Botafogo nos últimos 2 clássicos. Ambos parecidos, com a nossa zaga titular sendo envolvida com facilidade nos gols de Hernane e Biro-Biro. Alerta ligado: mesmo com a zaga tendo ido bem ontem quando pressionada no 2º tempo.
  • 10 costuma ser o número da referência do time, o cara que arma e pode mudar o jogo. O nosso 10 criou toda a jogada do nosso primeiro gol: uma ilha de criatividade em um time previsível que perdia de 1 a 0. Seedorf vem recuperando o futebol. Seedorf faz bem demais ao Botafogo.
  • 2 lances de Gegê mudaram o jogo: o corte seco com uma precisa finalização rasteira para empatar e um cruzamento na medida para Rafael Marques virar. É incrível e louvável o potencial gerador de jogadores jovens e bons que o Botafogo tem. Ganhamos mais um jogador para o grupo.
  • Dois pesos e duas medidas: fosse no Engenhão, o gramado já teria recebido muitas críticas. Mas como é no Maraca… Felipe e Renan se atrapalharam em lances bobos claramente por causa do gramado, que tem recebido muitos jogos, como era no Engenhão. Sobrava má vontade com o Engenhão ou sobra boa vontade com o Maracanã?
  • 498 minutos sem marcar: Henrique ainda não fez gol no Botafogo, e já estamos em Outubro. Ainda assim, foi mais perigoso que Alex ontem, outro que ainda não marcou em 2013 pelo Botafogo: já são 311 minutos. Curiosidade: Rafael Marques demorou 881 minutos (mais do que os 2 juntos) para marcar seu primeiro gol pelo Botafogo. E falando nele…
  • 6 gols Rafael Marques já marcou em clássicos esse ano: 3 contra o Vasco, 2 contra o Flamengo e 1 contra o Fluminense. É o Homem-Clássico!
  • 19 gols Rafael Marques já fez em 2013: não há como não reconhecer a evolução desse cara. Humilhado, xingado e esculhambado: foi humilde ao dar a volta por cima e dar a resposta somente no campo. Temos que ser humildes em admitir que erramos: ele é fundamental ao Botafogo hoje. Uma pena ele não ter feito aquele golaço. Ele merecia ser aplaudido duas vezes ontem…
  • 14 finalizações feitas pelo Botafogo contra 17 do Flamengo: cada time colocou 1 bola na trave, e o Botafogo mandou 5 para fora com o Flamengo mandando 7: foram 8 nossas na direção do gol contra 6 deles. E eles querem falar que jogaram melhor, que massacraram? Deixa eles acreditarem…
  • 54% de posse de bola teve o Botafogo no jogo. E eles querem falar que jogaram melhor, que massacraram? Deixa eles acreditarem…
  • Uma defesa difícil fez Renan no 2º tempo inteiro. Pressionaram no final, como pressiona qualquer time que perde por um gol de diferença: até o Náutico (que já fez 4 pontos em cima deles nesse Brasileiro) faz isso. E eles querem falar que jogaram melhor, que massacraram? Deixa eles acreditarem…
  • Duas bolas lá dentro: metemos mais gols que eles. Não é essa, afinal, a estatística que mais importa? E eles querem falar que jogaram melhor, que massacraram? Deixa eles acreditarem… É questão de números. E de futebol também.
  • 11 pontos separam o Flamengo do G-4: engraçado é abrir os jornais, ver que esse é o foco deles, estando a apenas 5 do Z-4. Que Vasco, Criciúma e Coritiba se cuidem: “Estão deixando o Mengão chegar”.
  • 3 anos e 3 meses: essa foi a última vitória do Flamengo sobre o Botafogo em Brasileiros. And counting…
  • 2 jogadores eu pouparia do encardido jogo que teremos contra o Vitória lá na Bahia no meio de semana: Júlio César, visivelmente sem condições físicas ontem (jogou mal, aliás), e Seedorf, que precisa estar 100% para os dois jogos seguintes (Vasco, pelo Brasileiro, e Flamengo, pela Copa do Brasil).
  • 49 pontos tem o Botafogo, que volta a ocupar a vice-liderança. Faltando 10 rodadas para acabar o Brasileiro, é interessante notar que, entre as edições de 2006 e 2012 do Brasileiro (período em que se estabeleceu a disputa entre 20 clubes), o 4º colocado sempre terminou entre 61 e 66 pontos. Isto é: faltam 15 pontos (em 30 disputados) para praticamente garantir a vaga na Libertadores. Comece a economizar dinheiro para ir atrás do Botafogo pela América do Sul em 2014.

São 10 pontos que nos separam do líder Cruzeiro, que finalmente vive uma “má fase” no Brasileiro (embora tenha diminuído, nessas 2 derrotas, a vantagem na liderança em apenas 1 ponto). Como disse outro dia aqui, nosso campeonato é com Atlético-PR e Grêmio: se o Cruzeiro der mole, problema deles.

Tudo muda para a Copa do Brasil. Em pouco mais de uma semana nos esbarraremos de novo, e o jogo deve ter outro ritmo e outra pegada. Mas a vitória de ontem nos dá moral: afasta de vez a crise de vez e nos mostra que podemos ganhar deles sendo favoritos e chegando como azarão: já ganhamos uma de cada forma deles em 2013.

E falando em azarão…

O “Cavalo Paraguaio”, que por 24 rodadas consecutivas está no G-4, mandou perguntar, de novo, onde estão os rivais dele. É que ele enxerga mal, e é grande a distância para eles: e só aumenta. Alguém viu por aí?

Venceremos!

E lembre-se: da arquibancada cada vitória é bem mais saborosa.

Fonte: Blog Bate-Bola Alvinegro - Globoesporte.com

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