O Botafogo tem um ano difícil a cumprir e disso nenhum alvinegro tem dúvidas.

A falta de recursos financeiros, aliada a escassez de jogadores já consagrados no futebol brasileiro, provoca insegurança e dissemina o receio de um novo rebaixamento.

Mas se há algo a ser louvado neste cenário árido que envolve o trabalho de montagem de um time de padrão Série A em meio à recuperação financeira e administrativa da instituição é a sensatez do presidente.

O que já é um avanço e tanto…

Carlos Eduardo Pereira, o presidente alvinegro, não esconde a preocupação.

Mas bastam dez minutos para se convencer de que é possível fazer de 2016 um ano de transição.

E é essa a meta entregue à dupla Antônio Lopes, a quem cabe a gestão do departamento de futebol, e Ricardo Gomes, o técnico: o “golden goal” é a manutenção do time entre os grandes, se possível revelando jogadores que tragam resultados técnico e financeiro satisfatórios.

A queda em 2015 de três dos quatro primeiros colocados da Série B de 2014, incluindo o campeão Joinville e a grife Vasco, foi um alerta de que o time campeão do ano passado precisava ser remodelado.

E como não há dinheiro, a “espinha dorsal” está sendo montada com com jogadores, digamos nota sete, em países vizinhos.

Tirando Jefferson, a grande estrela, a “base” terá um zagueiro (Joel Carli), dois meias (Damian Lizio e Gervásio Nuñez) e mais atacante a ser contratado.

Carlos Eduardo confia no “olho clínico” de Lopes na escolha de jogadores comprometidos e calejados, e na capacidade de Ricardo Gomes em construir grupos competitivos, mesclando juventude e experiência.

O Botafogo tem uma boa safra oriunda da categoria sub 17 e alguns jovens um pouco mais velhos já testados no time de cima.

Dessa combinação ele acredita que nascerá um time capaz de defender a honra alvinegra em 2016.

– Até porque a camisa ajuda, diz o presidente alvinegro, num rasgo de confiança e otimismo.

Fonte: Blog Futebol, Coisa & Tal - Gilmar Ferreira - Extra Online