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Blog: ‘Estamos presenciando o épico. Esse grupo merece, essa torcida merece’

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Por FogãoNET

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Haja coração, meus amigos!

Como eu fiz questão de dizer no último texto, não ouso duvidar desse nosso time. Após mandar no 1º tempo e ver o nosso freguês revidar na segunda etapa, o Glorioso já se encaminhava para aceitar o empate diante de um iminente apito final. No entanto, o improvável agiu novamente e, diante de muita superação, concretizamos mais uma epopéia.

O time de Jair Ventura mostrou que não tem só uma proposta de jogo. Acostumado a dar a bola ao adversário para explorar seus erros, o Botafogo optou por ser agressivo e pressionar com tudo nos minutos iniciais. A Arena, que recebeu seu maior público de 2016, pulsava e contribuía para o ambiente hostil. Com fome de vitória, o Fogão abriu o placar logo aos 4 minutos.

Aqui, abro um parêntese:

Sim, o gol foi irregular. Bruno Silva levou vantagem no seu toque involuntário com a mão para marcar. Não, não vou fazer piadas do tipo “chora mais”. Os erros de arbitragem são um problema de todos nós; enquanto não pararmos de tratar de forma diferente os erros contra e a favor, nada mudará. Toda a minha solidariedade ao Galo e sua torcida e meu repúdio aos erros que, se hoje nos beneficiaram, muitas vezes também nos prejudicaram.

Voltando ao jogo, o tento não satisfez o Bota. O futebol ofensivo, vistoso e avassalador continuou. O Atlético, desestabilizado, não dava sinais de reação. Em uma das jogadas desconcertantes de Neílton, Rafael Carioca o atingiu com um pontapé por trás. Se isso não é lance para expulsão, o que mais seria?

Mesmo diminuindo o ritmo devido ao forte calor, o Fogão continuou amassando. Em linda jogada pela direita, Neílton ajeitou e Alemão cruzou na medida pra Pimpão ampliar. Muita festa e um pouco de tranquilidade com a folga no placar. A sensação é de que o resultado estava praticamente sacramentado. Mas desde quando nossa vida é tranquila assim?

No intervalo, o Galo respirou, colocou a cabeça no lugar e voltou com Pratto no lugar de Clayton. Mostrando o elenco qualificado que tem – na minha opinião, o melhor do país -, veio pra cima e já descontou com Fred – sempre ele – nos primeiros minutos da etapa final. A partir daí, foi um “Deus nos acuda”. Sem Aírton, que também não voltou do vestiário, o Botafogo perdeu em pegada e em criatividade no meio-campo.

Quem conhece e acompanha o Glorioso há algum tempo já sabia que o empate sairia a qualquer momento. Nossa marcação não encaixava mais e os caras dominavam o meio-campo, chegando com velocidade e habilidade. Robinho fazia o que queria pela esquerda e Otero era sempre perigoso pela direita, enquanto Fred caprichava nos pivôs e Pratto chegava bem de trás.

Até que, num dos vários escanteios pro Atlético, nosso sistema defensivo fez o inadmissível: deixou a principal arma aérea dos caras entrar livre na área. Do alto dos seus 3 metros de altura, Leonardo Silva cabeceou com muita facilidade pra empatar. Balde de água fria e aquela sensação de “eu já sabia”.

Ainda assim, olhei pro relógio e pensei: “dá”. Mesmo que faltasse apenas um minutinho, volto a dizer, jamais duvidarei dessa equipe novamente. E lá foram eles, empurrados por uma torcida que nunca se cala. Uma chance, duas, três. Uma agonia interminável até que pintou um escanteio. Camilo ajeitou com carinho, olhou pra área, correu, cruzou e…

Eu nem sei mais.

Acho que todos nós cabeceamos aquela bola junto com o Dudu. Uma explosão de alegria, emoção, euforia e aquela consciência de que estamos presenciando o épico – que, cá entre nós, tem nos acompanhado há alguns meses. Que se dane a justiça do futebol: esse grupo merece, essa torcida merece. E assim, merecendo, vamos ver onde a gente consegue chegar. Sempre junto, tudo em prol do Glorioso.

Ao Galo, fica o agradecimento: nosso melhor freguês não decepciona nunca. São, agora, 46 vitórias e 191 gols marcados contra apenas 28 derrotas e 155 gols sofridos.

Notas

Sidão: 6
Não teve culpa nos gols e também não foi exigido para grandes defesas.

Alemão: 7
Mostrou sua veia ofensiva ao acertar ótimo cruzamento para o gol de Pimpão. No entanto, deu muitos espaços lá atrás e prejudicou o desempenho defensivo.

Emerson: 6,5
Tem boa técnica. Alguns erros bobos que, com mais idade e experiência, deixará de cometer.

Emerson Silva: 7,5
Levou a melhor no duelo com Fred, que só fez gol quando caiu nas costas do seu xará.  Boas rebatidas pelo alto.

Victor Luis: 7
Com muito trabalho na linha defensiva, acabou subindo pouco ao ataque. Seu apoio fez falta.

Aírton: 8,5
Mais uma excelente partida. Marcou demais e fez o jogo rodar em nosso favor. Sua saída no intervalo desestabilizou toda a organização da equipe.

Rodrigo Lindoso: 6
Mais uma vez ficou aquém do esperado nos passes. Pode fazer melhor, mas é importante.

Bruno Silva: 7
Lutou bastante e fez um gol importante logo no início. No entanto, vacilou ao deixar Leonardo Silva subir tranquilo pra empatar.

Camilo: 7,5
Foi decisivo ao dar duas assistências em escanteios, mas deixou a desejar com a bola rolando e desperdiçou o tiro de misericórdia ao perder gol sem goleiro.

Neílton: 8,5
Junto com Aírton, foi o melhor em campo. Desfilou habilidade impressionante em inúmeras jogadas individuais. Se encontrou no Botafogo e faz ótima temporada. Parece que aqui, finalmente, virou jogador.

Rodrigo Pimpão: 8
Vem calando a minha boca. Melhorou consistentemente seu nível de atuações. Fez um gol de muita categoria e foi importantíssimo ao ajudar muito no combate pelo lado esquerdo.

Dudu Cearense: 7
Como é o futebol. Foi muito discreto desde o momento em que pisou no campo, diminuindo a pegada do nosso meio-campo ao ocupar a vaga de Aírton. Mas no finalzinho subiu mais que todo mundo e guardou o gol da vitória. Iluminado.

Sassá: 6
Entrou para ser uma referência e conseguiu incomodar os zagueiros. Não teve nenhuma oportunidade para finalizar e guardar o dele.

Gervasio Nuñez: 6,5
Sua entrada visava criar a linha de 4 no meio, fechando o lado esquerdo e saindo pro jogo. Se tivesse qualidade, ajudaria muito. Mas, com raça, conseguiu o escanteio que originou o gol da vitória.

Jair Ventura: 8
Me surpreendeu ao variar de proposta e começar o jogo em cima do Galo, numa blitz que deu resultado. O time deu aula no 1º tempo, mas caiu no 2º – ele precisa encontrar uma maneira de fazer o jogo fluir sem Aírton. No mais, foi bem.

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