Tenho dúvidas se o futebol anda mesmo carente de jogadores talentosos ou se a evolução tática proposta pela globalização mudou o perfil do que chamaríamos de “craque”.

Tem time jogando melhor, ou de forma mais intensa, como queiram, com três volantes e três atacantes.

Porém, a dinâmica do jogo puxada pelos europeus sugere marcação e velocidade.

Não vejo mais o jogo centrado na capacidade de criação de um só.

O brilho é cada vez mais coletivo e a habilidade não garante o espetáculo.

O craque agora é o herói.

E o herói nem sempre é um craque.

Nem sempre…

BOTAFOGO 1 x 0 FLAMENGO.

O Flamengo, por exemplo, fez um bom primeiro tempo, adiantando a marcação, com Jonas, Márcio Araújo e Canteros próximos dos atacantes (Gabriel, Alecsandro e Cirino) e encurralando a saída de bola do Botafogo.

Foi de impressionar até o alvinegro Renê Simões, que logo trocou o meia Diego Jardel pelo atacante Sassá.

Era preciso fazer os rubro-negros recuarem, diminuir a pressão e tentar jogar.

Eis que Vanderlei muda o posicionamento no intervalo, com Arthur Maia no lugar de Gabriel.

Não funcionou.

O time perdeu a pegada, abriu espaços no meio e sofreu um gol aos 37 minutos, num chute de Tomás de fora da área.

Um prêmio ao esforçado time do Botafogo que tem no goleiro Jefferson um digno representante dos tempos de glória.

Falta talento, sim, mas sobra respeito ao clube.

Por ora, é o que basta…

Fonte: Blog do Gilmar Ferreira - Extra Online