O jornalista Matheus Mandy passou um pente fino no elenco do Botafogo para o início de 2016. Ele lembra que após uma Série B satisfatória, o time subiu como campeão, e agora encara o desafio de permanecer na Série A em meio à crise financeira.

Mas há apreensão da torcida com a falta de contratações de qualidade, reflexo da duríssima situação econômica, e a aparentemente excessiva aposta na base. Isso aconteceu em 2014, quando pela segunda vez o clube caiu para a segunda divisão.

Dos 30 jogadores que estão na pré-temporada no Espírito Santo, 17, ou seja, mais da metade, vêm das categorias de base. Outro número que chama a atenção: mais de um terço não tem sequer 10 jogos na equipe profissional.

Matheus Cabral, Marcinho, Igor Rabello, Leandrinho, Matheus Fernandes e Ribamar, que foram promovidos este ano. Saulo, Diego, Jean, Emerson Santos e Dierson, que não têm nem 10 jogos como profissionais estando no elenco desde 2015.

Luis Henrique e Fernandes, que tiveram até uma participação positiva em 2015. Sassá, machucado, volta só em abril. Lucas Zen, Octávio e Gegê têm permanências questionadas pelo que apresentaram até aqui.

Os que menos atuaram pelos profissionais na carreira
Diego – 8 jogos (2015)
Dierson – 8 jogos (2015)
Jean – 7 jogos (2015)
Emerson Santos – 4 jogos (2015)
Igor Rabello, Saulo, Matheus Cabral, Marcinho, Leandrinho, Matheus Fernandes e Ribamar – 0 jogo

Os que mais atuaram pelos profissionais na carreira
Sassá – 77 jogos e 22 gols (2012 a 2014 e 2015) (22 jogos pelo Náutico; 3 pelo Oeste)
Lucas Zen – 73 jogos (2010 a 2013) (3 jogos pelo Vitória)
Gegê – 55 jogos e 4 gols (2013 a 2015)
Fernandes – 35 jogos e 5 gols (2015)
Octávio – 30 jogos e 1 gol (2013 e 2015) (6 jogos pelo ABC)
Luís Henrique – 16 jogos e 4 gols (2015)

“É a base para o trabalho do ano, com reforços”, explicou ao blog o presidente Carlos Eduardo Pereira. E você, alvinegro, o que espera do atual time?

Fonte: Blog do Mauro Cezar Pereira - ESPN.com.br