A demissão do ex-zagueiro Sebastião Leônidas, campeão pelo Botafogo entre 1968 e 1970, gerou comoção e certa revolta com a atitude da diretoria alvinegra. Mas a falta de empatia, tão em voga na cartilha dos dirigentes dos clubes brasileiros, neste caso reflete apenas a precariedade financeira do Glorioso.

O balanço financeiro do exercício de 2019 apontou um déficit de R$ 20,8 milhões e a dívida total chegou a R$ 730 milhões.

Máscaras do FogãoNET para torcedores do FogãoNET durante a quarentena da pandemia do novo coronavírus (COVID-19)

Independentemente da pandemia, o corte nos custos era inevitável e nessa o coordenador da base, hoje com 82 anos, foi incluído entre os 45 demitidos.

Carlos Augusto Montenegro, ex-presidente e membro do conselho gestor do Botafogo, lamentou a tomada de decisão, mas disse que não havia outra atitude.

A adequação dos custos era inevitável e a função ocupada por Sebastião Leônidas estava numa faixa salarial incompatível para a realidade alvinegra.

Fontes me garantem que, com os encargos sociais, os gastos com o ídolo ultrapassavam os R$ 25 mil, valores que Montenegro não confirma.

Mas sustenta que não havia alternativa e que acompanhará pessoalmente o processo de pagamento das indenizações.

O clube já tem homenagem programada para logo após o fim do isolamento social.

Fonte: Blog do Gilmar Ferreira - Extra Online