O paraguaio Roberto Júnior Fernandez Torres, de 29 anos, é desde já um nome que será lembrado eternamente pelos torcedores do Botafogo.

Defendeu três cobranças de pênaltis do Olímpia num estádio Defensores del Chaco lotado por cerca de 30 mil torcedores e garantiu a classificação para a fase de grupos da Libertadores…

Mas a história deste personagem não se conta assim, tão resumida.

Criticado por uma ou outra falha nos dois confrontos com o Colo Colo na primeira fase da pré, o goleiro passou a ter um tratamento à parte ao se queixar de dores musculares.

Gerou clima de incerteza e desconfiança, sentimentos que cresceram com as boas atuações do reserva Hélton Leite no clássico contra o Flamengo e no jogo contra o Olímpia, no Rio.

Gatito Fernandez, seu nome artístico, quase ficou de fora deste jogo em Assunção.

Mas mostrou excelente recuperação e foi relacionado.

Foi relacionado, mas agora na reserva de Hélton Leite.

Hélton Leite que se machucou aos 14m do segundo tempo, abrindo caminho para a volta.

O jogo estava 0 a 0, com o Botafogo vivendo seu pior momento na partida.

O paraguaio reassumiu seu lugar na baliza e vinte minutos depois sofreu um gol.

Gol que levaria a decisão da vaga para a disputa de pênaltis.

Disputa feita na medida para Gatito recuperar o prestígio com três defesas espetaculares.

O Botafogo fez um jogo extremamente tático, com excesso de zelo para atacar o Olímpia.

Jair Ventura ousou ao escalar o time com três zagueiros e se defendeu muito bem.

Foi infeliz ao substituir o meia Matheus Fernandes pelo lateral Gílson, que não entrou bem.

Perdeu qualidade na transição, ficou sem força ofensiva e, acuado, quase se complica.

Camilo, Pimpão e Victor Luís converteram os pênaltis que classificaram o time.

O Botafogo ficou então com a vaga no grupo 1, com Barcelona do Equador, Atlético Nacional, da Colômbia, e Estudiantes, da Argentina.

E pelo o que demonstrou nos quatro jogos da fase pré tem tudo para ir longe…

Fonte: Blog do Gilmar Ferreira - Extra Online