Neville Proa, proprietário da Viton 44, fabricante de bebidas, anunciou esta semana que gostaria de já ter assinado o contrato de patrocínio com o Botafogo.

Mas não pôde em função de ainda haver penhoras contra o clube, o que consumiria boa parte dos R$ 22,5 milhões anuais que a empresa pagaria por ano para estampar uma de suas marcas na camisa e no short do uniforme alvinegro.

Enquanto o clube estiver com pendências no Refis, não será incluído no Ato Trabalhista que destina parte da renda para o pagamento de demandas judiciais.

E enquanto isso não ocorrer, o contrato não deverá ser assinado.

Lembro bem que foi mais ou menos por isso que Celso Barros optou por mudar a relação da Unimed com o Fluminense no início dos anos 2000.

O dinheiro empregado no clube, R$ 3 milhões na época, não “entrava em campo”.

Foi então quando o executivo optou por criar um novo modelo, investindo diretamente na contratação de “estrelas”, ativando os adormecidos contratos de imagem.

Uma bela sacada!

Sob este modelo, Barros reergueu o Fluminense chegando a alinhar estrelas como Romário, Edmundo, Petkovic, Roger e Felipe _ jogadores que precederam a constelação da geração Fred & Conca.

Durante a vigência da parceria, o clube ganhou Estaduais (2), Copa do Brasil (1) e Brasileiros (2).

Pena não ter sabido construir um final digno para uma relação que mudou o paradigma do clube…

Fonte: Blog do Gilmar Ferreira - Extra Online